Primeira edição do Festival LED - Luz na Educação reúne mais de cem vozes pelas escolas

E fez-se a luz. O Movimento LED, realizado na última sexta e sábado, realizou um de seus pilares: o Festival LED - Luz na Educação levou uma centena de convidados para palestras, workshops, exposições, oito oficinas e experimentações, que proporcionaram uma verdadeira imersão no mundo da educação. Com a presença de especialistas renomados no Brasil e no exterior, o evento iluminou o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR), ambos no Centro do Rio de Janeiro, com ideias transformadoras para o ensino no país.

— O LED é o único evento no Brasil que ajuda a dar visibilidade a projetos educacionais que têm a capacidade de transformar milhares de vidas. A ideia do festival, além de reconhecer iniciativas inovadoras, é ampliar o debate entre especialistas renomados, professores e alunos e pensar a educação do futuro no presente — explica Cristovam Ferrara, head de valor social da Globo.

Entre os grandes nomes que debatem o futuro da educação no momento, estavam a futurista americana Amy Webb, que fez suas previsões para revolucionar as salas de aulas nos próximos anos, e o economista Eduardo Giannetti, que propõe repensar a pedagogia brasileira para acrescentar o “pensar” e minimizar os exageros do “memorizar”. A educação antirracista, um dos debates mais aguardados, promoveu uma mesa estrelada à qual se sentaram a professora e coordenadora do grupo de pesquisa Coletivo Angela Davis, Angela Figueiredo, a escritora e professora Conceição Evaristo e o cantor Emicida. Outro ponto alto foi o superencontro de integrantes dos programas do GNT “Papo de Segunda” e “Saia Justa”. O humorista Fábio Porchat, o filósofo Chico Bosco, a cantora Larissa Luz e a atriz Luana Xavier receberam a cantora Iza numa conversa que enveredou sobre a simbiose entre aprendizagem e cultura.

— Nada mais simbólico do que estar no Museu do Amanhã para debater a educação do futuro. Faz parte da missão do Grupo Globo a educação como vetor de transformação. O Movimento LED é um movimento pioneiro em iniciativas inovadoras do país, em parceria com a Fundação Roberto Marinho e a Editora Globo — disse Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo.

O Festival LED - Luz na Educação foi realizado pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho em parceria com a plataforma Educação 360 – Conferência Internacional de Educação, da Editora Globo, com patrocínio de Invest.Rio e apoio do Coppead.

— Tenho orgulho de promover a plataforma Educação 360. O espírito do movimento LED é justamente a editora se juntar ao movimento para dar sentido de organização. Nossa proposta é criar um hub de soluções educacionais — observou Alan Gripp, diretor de redação do GLOBO.

A Editora Globo promove o evento através da plataforma Educação 360, criada para mapear de forma ampla projetos educacionais espalhados pelo país, em parceria com iniciativas dos canais Globo.

— A Educação está no DNA do Grupo Globo desde sempre. O Educação 360 surgiu para dar um passo à frente nessa relação. O objetivo era ter um olhar positivo para o tema e substituir a teoria pela prática. Que o público presente ao evento não se limitasse a conhecer ou a discutir ideias sobre educação, mas que se inspirasse nelas, nos bons exemplos apresentados. E saísse de lá com a certeza de que, sim, é papel de toda a sociedade contribuir com os rumos da educação — disse Roberta Ferraz, gerente de Projetos Especiais e coordenadora-geral do Educação 360.

Segundo ela, a parceria com o Movimento LED inaugura uma nova fase da plataforma Educação 360. O foco, acrescenta Ferraz, é encontrar caminhos para eliminar a exclusão social, um obstáculo para o caráter universal da educação e para o desenvolvimento do país.

Como um estímulo a mais para os participantes, histórias de início de carreira de personalidades como o médico Drauzio Varella foram exploradas em conversas informais com o público. O especialista em educação infantil Paulo Fochi propôs caminhos para esta fase tão importante da formação do aluno, e a empreendedora Bárbara Carine contou por que abriu uma escola antirracista para garantir uma melhor educação para sua filha. O projeto de um mundo melhor reuniu ainda a historiadora e colunista do BuzzFeed Giovanna Heliodoro, o TikToker estrela do Complexo da Maré, Raphael Vicente, e a ativista ambiental indígena do Fridays for the Future Brasil, Samela Sateré Mawé.

A íntegra da programação está disponível no canal do YouTube dos jornais O GLOBO e Valor Econômico, assim como no G1, na Globoplay, no Canal Futura e também na plataforma Educação 360.

No quintal do Museu do Amanhã, o Festival LED - Luz na Educação recebeu o Espaço Alana, um local com oficinas, rodas de conversas e mostras audiovisuais direcionadas a crianças, pais, educadores e público em geral que debateram emergência climática, política, pandemia, natureza e antirracismo — sempre sob a perspectiva da infância.

— O Palco Alana reuniu nestes dois dias centenas de pessoas curiosas e interessadas na transformação da educação, iluminando os direitos e o desenvolvimento integral de bebês, crianças e adolescentes. Para isso, misturamos educação, cultura e entretenimento com propostas interativas para todas as idades — afirmou Raquel Franzim, diretora de Educação e Culturas Infantis do Alana.

Lá, foi lançado o filme “Brincar Livre - De dentro para fora”, um novo documentário sobre o Território do Brincar, produzido em parceria com o Alana, que está disponível no YouTube. Nele, é retratada a vida de 24 famílias de diferentes regiões e condições sociais da cidade de São Paulo, acompanhadas entre 2021 e 2022 por um grupo de pesquisadores.

— Mesmo em situações de severas restrições sociais e espaciais, o “brincar” seguiu acontecendo. Um “brincar” que se manteve em estado de entrega e contemplação, de forma intimista, investigadora e ousada, e em conexão com as necessidades intrínsecas de cada criança. Mesmo com as sérias precariedades impostas ao corpo e às emoções em decorrência da pandemia — afirma a diretora do filme, Renata Meirelles, que há mais de 20 anos estuda o universo lúdico.

Também foram realizadas as rodas de conversa “Emergência climática e as múltiplas infâncias: por um futuro no presente”, sobre como as questões socioambientais e as mudanças climáticas podem atravessar e potencializar o currículo escolar; e “Infâncias em foco na política: quem vota pelas crianças?”, um debate a respeito da importância das eleições para a escolha de representantes que contemplem, em suas agendas, a diversidade das infâncias brasileiras e garantam as condições estruturais para o pleno desenvolvimento das crianças.

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