Primeira esposa de Bolsonaro pagou R$ 95 mil em dinheiro vivo por imóvel quando eram casados

Ana Paula Ramos
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Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, e seu filho Carlos Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, e seu filho Carlos Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Rogéria Bolsonaro, primeira mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, comprou um apartamento por R$ 95 mil, no bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio, em dinheiro vivo, em 1996, conforme divulgado pelo jornal O Globo, com base na escritura pública do imóvel. Na época, Rogéria ainda era casada com Bolsonaro.

O valor seria equivalente hoje a R$ 691,5 mil, atualizado pela inflação. De acordo com a escritura pública do 21o Ofício de Notas do Rio, o pagamento em dinheiro vivo foi “integralmente recebido” no ato de produção do documento de venda.

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Rogéria, que é nomeada como cargo comissionado no gabinete do deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ), agora se prepara para voltar à política, após quase 20 anos, e é pré-candidata pelo Republicanos a uma das vagas na Câmara de Vereadores do Rio.

Em julho, a ex-vereadora pagou R$ 470 mil à vista em um apartamento em área nobre de Brasília. Segundo a revista Crusoé, o apartamento seria para Carlos Bolsonaro, que pretende se mudar para a capital federal.

DINHEIRO VIVO

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) também optou por usar dinheiro vivo para pagar por parte de um conjunto de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, em 2008. O valor pago à época em espécie foi de R$ 86,7 mil. Em depoimento ao Ministério Público do Rio, Flávio afirmou que pediu dinheiro emprestado ao pai, a um irmão, sem identificar qual, e possivelmente a Jorge Francisco, chefe de gabinete do então deputado Jair Bolsonaro. Jorge Francisco era pai do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira.

EX-MULHER

A segunda mulher do presidente, Ana Cristina Siqueira Valle, comprou, com Jair, 14 apartamentos, casas e terrenos, que somavam um patrimônio, em imóveis, avaliado em cerca de R$ 3 milhões na data da separação - o equivalente a R$ 5,3 milhões em valores corrigidos pela inflação.

Reportagem divulgada pela revista Época mostrou que, na compra de cinco desses 14 imóveis, o pagamento ocorreu em dinheiro vivo. Foram duas casas, um apartamento e dois terrenos - tudo feito em negociações separadas ocorridas entre 2000 e 2006, que somam R$ 243.300, em dinheiro da época. Hoje, esse montante corrigido somaria R$ 680 mil.