Primeira-ministra da Escócia reativa campanha pela independência

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A chefe do Governo autônomo da Escócia, Nicola Sturgeon, lançou nesta terça-feira (14) uma nova campanha pela independência desta nação britânica, ao apresentar o primeiro de uma série de documentos que defendem uma ruptura com o Reino Unido.

"Depois de tudo o que aconteceu, Brexit, covid, (o primeiro-ministro britânico) Boris Johnson, chegou a hora de apresentar uma visão diferente e melhor", disse Sturgeon em uma entrevista coletiva em Edimburgo.

"É hora de falar de independência", acrescentou a líder do partido independentista SNP, que considera ter "um mandato democrático indiscutível" neste sentido após a vitória do seu partido nas eleições regionais de 2021.

Sturgeon quer organizar um novo referendo de autodeterminação na Escócia em 2023, apesar da recusa do governo de Londres, que deve autorizar a votação, e após uma primeira consulta realizada em 2014, na qual 55% dos eleitores rejeitaram a independência.

O Partido Nacional Escocês (SNP) alega que o Brexit, que teve a oposição da maioria dos escoceses em 2016, mudou a situação e que a nação agora deve ter a possibilidade de aderir à União Europeia como um Estado independente.

"O Brexit nos tirou da UE e do mercado único contra nossa vontade, com enormes danos ao comércio, às condições de vida e aos serviços públicos", afirmou.

"Neste momento crucial... continuamos presos a um modelo econômico e social britânico que nos limita a resultados econômicos e sociais decepcionantes, que provavelmente piorarão em vez de melhorar fora da União Europeia", reclamou.

"Ou, pelo contrário, levantamos o olhar com esperança e otimismo e nos inspiramos em países comparáveis de toda a Europa?", acrescentou.

O primeiro de uma lista de documentos publicados nesta terça-feira, um "livro branco" que examina o desempenho de 10 países europeus como Irlanda, Suíça ou Bélgica, mostra que estes são "mais prósperos, mais justos e mais produtivos que o Reino Unido", destacou a líder independentista.

"Por que não a Escócia?", uma nação com abundantes recursos energéticos, uma importante indústria agroalimentar e um rico patrimônio natural, insistiu.

Outros documentos serão divulgados nos próximos meses, sobre moeda, finanças públicas, Previdência Social, comércio, defesa, segurança e adesão à UE.

Johnson, que tem a palavra final sobre a autorização ou não de um novo referendo de autodeterminação, se opõe de maneira veemente à consulta e afirma que este tipo de votação só pode acontecer "uma vez em uma geração".

Mas Sturgeon denunciou que o primeiro-ministro britânico "não respeita a democracia", considerando que a vitória eleitoral do SNP no ano passado demonstra que os escoceses apoiam seu programa soberanista.

"Temos um primeiro-ministro sem autoridade democrática na Escócia e sem autoridade moral em nenhuma parte do Reino Unido", acrescentou, em referência aos vários escândalos que afetam Johnson, que também enfrenta uma rebelião em suas próprias fileiras conservadoras.

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