Primeira-ministra neozelandesa aposta na diversidade em seu novo governo

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Nanaia Mahuta (E), que tem um moko kauae - uma tatuagem tradicional maori -, será a chefe da diplomacia neozelandesa no governo da trabalhista Jacinda Ardern
Nanaia Mahuta (E), que tem um moko kauae - uma tatuagem tradicional maori -, será a chefe da diplomacia neozelandesa no governo da trabalhista Jacinda Ardern

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, apresentou nesta segunda-feira seu novo governo, que chamou de "incrivelmente diverso" e no qual uma maori com uma tatuagem tradicional no rosto vai comandar a diplomacia. 

A chefe de Governo trabalhista, que conquistou a maioria absoluta nas eleições de 17 de outubro, conseguiu formar um governo sem os populistas do Nova Zelândia Primeiro (NZF), que foram aliados incômodos durante seu primeiro mandato. Ela mantém, no entanto, o apoio dos Verdes.

Ardern explicou que a prioridade do segundo mandato será a gestão da pandemia, para a qual criou o Ministério de Resposta a covid-19, assim como a recuperação econômica.

A primeira-ministra, de 40 anos, escolheu para o posto de vice-primeiro-ministro Grant Robertson, que será a primeira personalidade abertamente homossexual a ocupar o cargo de número 2 do governo.

As mulheres e a comunidade maori estão fortemente representadas no Executivo de 20 membros. Para comandar o ministério das Relações Exteriores foi nomeada Nanaia Mahuta, que tem o moko kauae, uma tatuagem no queixo reservada às mulheres na cultura maori.

Orgulhosa da diversidade de seu novo governo, Ardern destacou que as nomeações são baseadas no mérito. 

"É um governo que reúne muitos talentos, mas que também é incrivelmente diverso", declarou.

- Ministério da Resposta a covid-19 -

"É importante destacar que são pessoas que foram designadas pelo que oferecem ao governo, ao mesmo tempo que são o reflexo da Nova Zelândia que que os escolheu", continuou. "É algo de que devemos nos orgulhar como país".

Robertson, 49 anos, foi o estrategista da campanha de Ardern. Também é um peso pesado do governo precedente, no qual foi o ministro das Finanças, pasta que mantém sob seu comando. Além disso, vai acumular o ministério das Infraestruturas.

Questionada sobre a importância de ter designado um homossexual como número 2 do governo, Ardern respondeu que ele foi escolhido por suas qualidades de líder e não por sua orientação sexual.

Para comandar o novo ministério da Resposta a covid-19, Ardern, muito elogiada por sua gestão da pandemia, escolheu o ex-ministro da Saúde Chris Hipkins.

A mudança permitirá a Hipkins concentrar-se em alguns aspectos fundamentais da luta contra a pandemia, como o controle das fronteiras e a gestão das quarentenas, sem a responsabilidade de outros temas de saúde.

O novo governo terá dois representantes do Partido Verde:James Shaw, que será secretário da Mudança Climática, e Marama Davidson, secretário da Prevenção da Violência Familiar e Sexual.

O governo tomará posse na sexta-feira.

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