Congresso argentino reúne-se pela primeira vez em forma virtual devido à COVID-19

Foto divulgada pelo Senado argentino mostra sessão virtual do Congresso Nacional liderada, no local, pela senadora Cristina Kirchner em 13 de maio de 2020

O Congresso argentino realizou sua primeira sessão virtual nesta quarta-feira (13), em meio à quarentena obrigatória em vigor no país sul-americano desde 20 de março devido à pandemia de coronavírus.

O Senado, liderado pela vice-presidente Cristina Kirchner, iniciou a sessão plenária às 14h00 (mesmo horário de Brasília), e em seguida foi a vez da Câmara dos Deputados

Uma tela gigante montada dentro do recinto permitia a conexão de todos os membros do Senado, que votaram eletronicamente após validarem suas identidades.

Apenas quatro senadores e dois secretários parlamentares acompanharam Kirchner, presidente argentina entre 2007 e 2015 e presidente do Senado, enquanto 71 legisladores participaram remotamente da sessão, cuja duração foi de seis horas.

A estreia do equipamento não foi sem dificuldades técnicas. À medida que a sessão era realizada, uma queda do sistema interrompeu a sessão e todos tiveram que se reconectar, enquanto uma falha no sistema de votação remota obrigava alguns membros a votar em voz alta.

A modalidade funcionará enquanto a quarentena obrigatória estiver em vigor, que desde seu início, no final de março, foi prorrogada em sucessivas ocasiões. O último prazo estabelecido expira em 24 de maio.

As restrições incluem a suspensão de aulas em todos os níveis, a limitação para a abertura de indústrias e lojas, exceto aquelas consideradas essenciais e a limitação no serviço de transporte.

O Senado debateu cerca de vinte ordens executivas, a maioria delas medidas de auxílio para aliviar os efeitos econômicos da pandemia.

O Congresso endossou as medidas excepcionais que o governo do presidente Alberto Fernández ordenou, incluindo a proibição de entrada na Argentina de estrangeiros e não residentes.

Respaldou também os decretos que estabeleceram a proibição do corte da prestação de serviços essenciais, a proibição de demissões e a assistência ao pagamento de salários de seus empregados para empresas privadas, entre outros.

No caso dos deputados, a Câmara contou com a presença de apenas 47 legisladores, enquanto o restante dos seus 257 membros participaram remotamente.

A Argentina registrou até quarta-feira mais de 6.879 casos de coronavírus e mais de 329 mortes.