Primeira tentativa formal de submeter Trump a impeachment fracassa na Câmara

Washington, 6 dez (EFE).- A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira a primeira tentativa formal de iniciar um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump, em uma votação que, não obstante, evidenciou o crescente apoio da ala mais progressista para tentar remover o magnata da Casa Branca.

Com 364 votos contra e 58 a favor, os legisladores apresentaram uma resolução de destituição liderada pelo democrata Al Green (Texas), rejeitada por todos os republicanos e a grande maioria dos democratas, além de quatro abstenções por parte destes últimos.

Apesar das objeções de sua liderança, 58 democratas votaram em favor da resolução, uma soma inesperadamente alta, que representa quase um terço do grupo parlamentar.

Os artigos de acusação apresentados por Green não alegam que Trump tenha cometido um crime especificamente, mas sim que "trouxe o descrédito, o desprezo, o ridículo e a desgraça sobre a presidência", e semeou " a discórdia entre o povo dos Estados Unidos".

"Donald John Trump, ao causar tal prejuízo à sociedade dos Estados Unidos, não é apto para ser presidente e isso garante o julgamento político, o processo e a destituição", disse Green no plenário da Câmara, enquanto expunha sua proposta.

"Agora não é o momento de considerar os artigos de um processo de impeachment", asseguraram, por sua vez, a líder democrata da Câmara, Nancy Pelosi, e seu número 2, Steny Hoyer, em comunicado conjunto.

A Casa Branca desprezou rapidamente a iniciativa, tachando Green e seus aliados como "extremistas".

"É decepcionante que os extremistas no Congresso continuem se recusando a aceitar a vitória decisiva do presidente nas eleições do ano passado", disse o porta-voz Raj Shah em comunicado.

"O seu tempo seria melhor empregado na redução dos tributos para as famílias e os negócios americanos, e trabalhando para financiar as nossas tropas e veteranos durante as férias, ao invés de ameaçar com a paralisação da Administração", acrescentou Shah em alusão à falta de acordo para aprovar o orçamento do governo federal, cuja data limite expira nesta sexta-feira. EFE