Primeira voluntária da vacina de Oxford viaja mais de 600 km para rever mãe

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Mãe e filha, Maria Vilma Pinto e Denise Abranches se reencontraram após quase dois anos em Araguari (MG)
Mãe e filha, Maria Vilma Pinto e Denise Abranches se reencontraram após quase dois anos em Araguari (MG)
  • Denise Abranches, primeira voluntária brasileira dos testes da vacina AstraZeneca, reencontrou a mãe após quase dois anos

  • Desde o Natal de 2019, elas só conversam por videochamada, mas puderam se ver após tomar as duas doses do imunizante contra o coronavírus

  • Para o reencontro, em Araguari (MG), Denise preparou uma surpresa para a mãe com a ajuda dos sobrinhos

Primeira voluntária brasileira a participar dos testes da vacina da AstraZeneca contra o coronavírus, Denise Abranches viajou mais de 600 quilômetros, de São Paulo até Araguari (MG), para reencontrar a mãe, que não vê desde o Natal de 2019.

Denise, que trabalha como coordenadora do serviço de odontologia do Hospital São Paulo, contou ao portal G1 que seis meses depois de participar dos testes do imunizante de Oxford descobriu que havia tomado a vacina da meningite e, portanto, estava no grupo placebo.

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Em 21 de janeiro, foi imunizada contra a Covid-19 com a vacina produzida pela Fiocruz e, em março, recebeu a segunda dose. A mãe, Maria Vilma Pinto, de 74 anos, também foi vacinada contra o coronavírus e ambas fazem testes PCR a cada dois dias.

O encontro surpresa ocorreu no Palácio dos Ferroviários de Araguari. Os sobrinhos de Denise levaram Maria Vilma até o local com a desculpa de que iriam realizar uma sessão de fotos especial para o Dia das Mães. Como a enfermeira aposentada de 74 anos é conhecida na cidade, o encontro no local foi liberado pela Prefeitura.

"Era só um abraço que queria. Pelo menos um dia com ela. Para mim, foi absolutamente necessário, por tudo a que fui submetida, pela minha condição emocional. Moro sozinha, estou constantemente sozinha".

Denise Abranches, de 47 anos, saiu de São Paulo na noite de sexta-feira (7) e chegou na tarde de sábado (8) em Araguari. Desde o Natal de 2019, mãe e filha conversaram apenas por videochamadas. Em setembro de 2020, elas se viram a distância na formatura em formato de drive-thru do sobrinho, mas não conversaram.

"Fico em oração todos os dias para ela, pedindo a Deus para proteger ela e as pessoas. Ficava imaginando o quanto ia demorar para acontecer esse abraço, foi antes do esperado", afirmou dona Vilma ao portal G1.

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