Primeiras 100.000 vacinas russas chegarão à Venezuela na próxima semana, diz Maduro

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Um paciente se submete a um teste de covid-19 em Caracas, 15 de dezembro de 2020

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira (9) que na próxima semana chegarão ao país as primeiras 100 mil vacinas Sputnik V contra covid-19, de um total de 10 milhões acordadas com as autoridades russas.

"Na próxima semana, milhares de vacinas Sputnik V estão chegando à Venezuela, nos anunciam a primeira chegada das 100.000 vacinas Sputnik V", revelou o presidente durante um discurso na televisão.

Esse número representa 1% do total acordado com a Rússia em novembro, após a visita de uma delegação governamental a Moscou.

“Quando começar o processo de vacinação, vamos vacinar todos os médicos, todo os funcionários da saúde da Venezuela, os setores mais vulneráveis e depois vacinaremos os professores”, acrescentou o presidente.

Maduro havia dito que o país estaria "em condições" para iniciar um processo de vacinação em massa a partir de abril.

O mandatário incluiu nesta terça-feira entre os primeiros a serem vacinados membros de seu partido, o 'Somos Venezuela'.

Além das 10 milhões de doses que receberá da Rússia, a Venezuela reservou até 2,4 milhões de doses da vacina AstraZeneca por meio do sistema Covax da Organização Mundial de Saúde, que deveriam ser canceladas nesta terça-feira.

Não está claro de onde virão os recursos para pagar pelas vacinas. O governo de Maduro, em meio à maior crise econômica da história da Venezuela, não tem acesso às reservas do país não estrangeiro, cujo controle está nas mãos do líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela por meia centena de países.

Com 30 mil habitantes, a Venezuela acumula 130.596 casos confirmados e 1.240 mortes por covid-19, segundo dados oficiais, questionados por organizações como a Human Rights Watch, que os considera de pouca credibilidade.

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