Primeiro bispo trans da Igreja luterana americana renuncia após acusações de racismo

Megan Rohrer, primeiro bispo transgênero da Igreja luterana dos Estados Unidos, renunciou ao cargo esta semana após ser alvo de acusações de racismo por ter demitido um pastor latino, em dezembro do ano passado.

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Megan Rohrer elegeu-se para o cargo de bispo na Igreja Luterana em maio de 2021 e era responsável por 200 congregações no norte da California e em Nevada. Em carta, Megan Rohrer, que não se identifica como homem ou mulher, afirmou ter tomado a decisão de renunciar ao cargo devido "a constante desinformação, bullying e assédio".

— A Igreja Luterana da América decidiu avançar com um processo disciplinar, mesmo depois de eu pedir demissão, sem fornecer detalhes sobre o que supostamente fiz, e isso parece estar em conflito com seus próprios procedimentos

Rohrer demitiu em dezembro o pastor afro-caribenho Nelson Rabell-González, que foi alvo de uma investigação de dois anos acerca de sua conduta na congregação, segundo o jornal San Francisco Chronicle. Relatos afirmavam que González praticava 'assédio verbal e retaliação'. Ele negou as acusações.

Segundo o San Francisco Chronicle, uma série de recomendações foram feitas ao reverendo Nelson Rabell-González. Ao negar segui-las, acabou sendo dispensado do serviço clerical por Rohrer.

A data da demissão de González aconteceu no dia 12 de dezembro, quando se celebra o dia de Nossa Senhora de Guadalupe, data importante para a comunidade latina. Megan Rohrer chegou a se desculpar pela decisão, após receber críticas.

— Sem hesitar, Rohrer interrompeu nossa celebração da Virgem de Guadalupe, sem qualquer preocupação com a sacralidade da ocasião, ou com a dor que estavam causando ao me remover injustamente, sem o devido processo. — disse, ao San Francisco Chronicle, González, que classificou a conduta como "definitivamente racista".

A presidente da Igreja Luterana dos EUA, a pastora Elizabeth A. Eaton, encomendou então, em março, um relatório com recomendações para revisar a conduta de Roher. O documento foi entregue em primeiro de junho, e ,quatro dias depois, Megan Rohrer renunciou ao cargo. Um processo administrativo contra Rohrer foi instaurado.

De acordo com o jornal, segundo o relatório, ao serem informados de que o pastor González havia sido demitido, os membros da igreja ficaram indignados e abordaram Megan, que vestia um colete a prova de balas. Ao discutir com um fiel, que estava acompanhado de sua filha, Rohrer teria ameaçado chamar a polícia.

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