Primeiro dia de casa de vidro do 'BBB 23' tem choro com polêmica, selinho negado e recados da torcida

Os aspirantes a participantes do "Big Brother Brasil 23" mal assimilaram a realidade na casa de vidro e já estão sentindo a pressão da fama. Mesmo sem conseguir ouvir os gritos do lado de fora, ou ler tudo o que estava escrito nas mensagens, no primeiro contato ao vivo com o público no Via Parque Shopping, na Zona Oeste do Rio, já deu tempo para Gabriel, Giovanna, Manoel e Paula pularem de alegria, fazerem dancinhas para chamar atenção e até cair no choro ao verem as vidas reviradas por espectadores aficcionados pelo reality show.

— Acho que pelo momento que estamos passando hoje, os participantes precisam saber que a gente quer entretenimento e responsabilidade com o que falam e fazem. Bom, com o que fizeram no passado também. Fica a dica — diz o carioca Hugo Reggis, de 32 anos, que fez vários cartazes bem humorados para exibir aos confinados.

O comentário do espectador carioca foi logo para alfinetar a paulista Giovanna. Foram encontradas mensagens publicadas no Twitter entre 2016 e 2018 com teor considerado racista. Pelo vidro, outro fã tentou mostrar o celular com as mensagens para a ruiva, que tinha dificuldades de enxergar. Ao entender que poderia ser algo grave sobre ela, a gamer perguntou: "Você está me protegendo na internet?". Mais tarde, outros espectadores insistiram em dizer o que ocorreu e a confinada chorou com os colegas ao dizer que foi mal interpretada e teve frases tiradas de contexto.

Mas nem tudo foi drama. O sucesso nas redes sociais também impressionaram. A cada atualização de número de seguidores, os aspirantes a brother e sister celebravam. Foi a oportunidade também de cada um por ali emplacar o seu emoji na torcida. Manoel, por exemplo, se viu "obrigado" a mudar quando os fãs o apelidaram de "cenourinha". Ele tentou resistir, mas não teve jeito. A equipe aqui fora acatou o desejo. E até que não ficou tão sem sentido.

— Eu gostei do apelido. Faz sentido! Sabia que a gente o chamava de Cenourinha na infância? (risos). Depois da faculdade, o chamavam de Gracinha, mas o apelido vai pegar — diz Evaldo Sobrinho, irmão do confinado e que apareceu de surpresa no shopping depois de ir ao velório do ex-jogador do Vasco Dinamite.

O público também quis apimentar o clima. Depois de pedir para cada um falar nome, signo e idade, veio logo o coro de "tira, tira" querendo ver Gabriel sem camisa. O paulista sorria tímido, mas preferia não acatar o desejo. E quando o perfil dele no site oficial do programa já evidenciava que ele tinha beijado cantoras famosas, como Anitta e Luísa Sonza, teve fã querendo confirmar a informação.

— Deixa baixo — brincou Gabriel pedindo segredo, confirmando em seguida.

Anitta não deixou no sigilo. E deu risada nas redes sociais ao ver o ex-paquera confinado. "Não creio", escreveu. Já Sonza não deu bola ao suposto ex-affair e acabou declarando torcida para outros dois: Manoel e Paula.

E se as ex-paqueras causaram risada, Gabriel arregalou os olhos surpreso quando mostraram que ele seguia Jair Bolsonaro nas redes sociais. E preferiu interagir com outros espectadores para não dar bola ao assunto. Ainda na política, Paula preferiu logo dizer aos fãs que era eleitora de Lula. Mais tarde, teve quem pediu para a paraense beijar o paulista. Ela negou. Divergência ou só está cedo para formar casal?

Até porque o momento a preocupação é outra. É agradar o público ao vivo e de casa. Por isso, cada informação conta. E a galera foi cheia de recados.

— Já avisei que não é para ficar cantando dentro da casa, como no "BBB 22" (os participantes cantavam os versos "a gente não vai errar", de Thiaguinho). E que o público não vai ficar votando em que se faz de vítima — sentencia o paulista Josué Lobato, de 30 anos.

Tem até quem tenha sido mais específico.

— Não queremos plantas. E nem é para ficar imitando ex-participantes. O Manoel está parecendo o Vyni, muito expansivo no início. A Giovanna já disse que a comparam muito com a Viih Tube. E o Gabriel está tímido, calado. Tem que interagir com a gente — avalia o carioca Adriel Marques, de 27 anos.