Primeiro dia do feriado registra queda de 94% no trânsito das ruas Rio

Luiz Ernesto Magalhães
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RIO — RIO - No primeiro dia do feriado prolongado para tentar reduzir os índices de transmissão de Covid-19, as vias da cidade do Rio ainda registraram algum trânsito. Mas o movimento foi menor no rush matinal em comparação a outras sextas-feiras, segundo dados do Centro de Operações Rio. A queda na circulação entre 8h e 9h chegou a 94%.

Entre 6h e 7h não houve registro de congestionamentos contra uma média de quatro quilômetros em comparação com as três últimas sextas-feiras. Entre 7h e 8h, as retenções foram de 2 quilômetros, contra a média de 17 quilômetros registrados nas sextas anteriores, e entre 8h e 9h foram apenas dois quilômetros contra 36 quilômetros registrados em média nos dias anteriores.

As restrições anunciadas pela prefeitura e o governo contra o Covid-19 entraram em vigor nesta sexta. A prefeitura montou três barreiras sanitárias (uma na Linha Amarela, na altura da saída 4, sentido Barra da Tijuca; uma segunda no Trevo das Missões; e outra na Avenida das Américas, na Grota Funda, no sentindo Barra da Tijuca) para evitar que ônibus ou vans, que não são de linhas convencionais, entrem na cidade durante o período do recesso.

Os dez dias de combate à Covid-19, que começam hoje e vão até 4 de abril, Domingo de Páscoa, terão duas frentes importantes. Uma delas é um grande esforço para esvaziar as ruas do Rio no período, que, embora tenha sido chamado de feriadão, é na verdade um recesso forçado para combater o avanço do coronavírus. A outra é uma tentativa de reduzir a fila para UTIs no estado que na quinta-feira superou a marca de 600 pacientes — a maior desde o início da pandemia —, não só diminuindo a circulação de pessoas, mas também abrindo novos leitos hospitalares.

O Rio registrou na última semana o seu pior momento desde o início da pandemia de Covid-19. De acordo com declaração nesta sexta-feira do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, atualmente são 663 pessoas internadas em leitos de CTI. A mortalidade nas UTIs da cidade chega a 40%, acrescentou o secretário. De acordo com o subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Márcio Garcia, há um crescimento de casos das novas cepas da doença na cidade. Em uma semana, segundo Garcia, triplicou o número nos diagnósticos laboratoriais por Covid-19, a maior parte da variante P1.