Primeiro-ministro belga chama lei húngara sobre LGBT de "medieval"

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O primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo

Assimilar a homossexualidade à pedofilia "é um raciocínio quase medieval", declarou neste sábado o primeiro-ministro belga Alexander de Croo ao comentar a polêmica lei húngara que proíbe a divulgação de conteúdos sobre homossexualidade entre menores de idade.

Vários líderes da União Europeia se pronunciaram contra a lei promovida pelo partido do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban durante uma reunião de cúpula na quinta-feira e sexta-feira em Bruxelas.

O chefe de Governo da Bélgica afirmou que durante a reunião, o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, casado com um homem, falou a Orban "sobre sua própria experiência, sua homossexualidade (...) e de todas as ansiedades que viveu quando criança".

"Naturalmente ele se sentia humilhado e é normal, com essa lei que assimila o fato de ser homossexual com a pedofilia. Isto é claramente um raciocínio quase medieval", disse o governante belga.

A lei considera discriminatória contra as pessoas LGBT foi aprovada em 15 de junho e estipula que "a pornografia e os conteúdos que representam a sexualidade ou promovem o desvio da identidade de gênero, a mudança de sexo ou a homossexualidade não devem ser acessíveis para menores de 18 anos".

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