Primeiro-ministro britânico admite erro após acusações de favoritismo

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O primeiro-ministro britânico Boris Johnson em Londres em 17 de novembro de 2021 (AFP/Justin Tallis)
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O primeiro-ministro britânico Boris Johnson admitiu ao Parlamento nesta quarta-feira(17) que cometeu um "erro" ao se defender das acusações de favoritismo de seu governo conservador, mas culpou a oposição por seus "constantes ataques" à corrupção.

Enfraquecido nas urnas, o chefe de Governo respondeu a questionamentos dos líderes das principais comissões parlamentares.

A sessão, que se realiza três vezes por ano, era especialmente aguardada após denúncias que circulam há dias contra o governo.

No início de novembro, Johnson causou indignação ao apoiar uma reforma das regras parlamentares para evitar sanções contra um deputado conservador, criticado por suas atividades como lobista.

A iniciativa evitaria que um membro do Partido Conservador, Owen Paterson, fosse suspenso do Parlamento. A medida desencadeou um escândalo político e o primeiro-ministro recuou.

Diante da oposição que o chamou de "covarde" nesta quarta-feira, Boris Johnson admitiu ter cometido um "erro" ao querer "combinar um caso individual" com o desejo do governo de mudar as regras disciplinares dos deputados.

No entanto, ele respondeu que o Reino Unido é "uma das democracias mais limpas do mundo".

"Esses ataques constantes sobre os níveis de corrupção e clientelismo no Reino Unido prestam um péssimo serviço aos bilhões de pessoas em todo o mundo que realmente sofrem os efeitos de governos corruptos", disse ele.

"Quando alguém do meu partido se comporta mal, eu o expulso. Quando alguém do seu partido se comporta mal, ele tenta salvá-lo", denunciou o chefe da oposição trabalhista, Keir Starmer, exigindo um pedido de desculpas.

Na véspera de sua aparição, Johnson propôs reformar o código de conduta parlamentar para proibir deputados de atuar como conselheiros políticos ou lobistas, uma formulação vaga que levantou questões sobre o real alcance da medida.

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