Primeiro-ministro britânico enfrenta nova ameaça de voto de confiança por festas no lockdown

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Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, durante entrevista coletiva em Londres
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Por Andrew MacAskill

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, enfrenta uma crescente ameaça de um voto de confiança, já que mais dois parlamentares sugeriram que perderam a fé em seu governo por conta do escândalo chamado de "partygate", e um ex-líder partidário disse que ele pode ser desafiado já na semana que vem.

John Stevenson, um membro conservador do Parlamento, disse que ficou "profundamente decepcionado" pelas festas transgressoras durante os regimes nacionais de lockdown, e pediu para que o primeiro-ministro proponha uma votação de confiança como uma maneira de "marcar a linha" sobre essas questões.

"Tristemente, o primeiro-ministro não parece disposto a colocar a questão em discussão", disse Stevenson em nota. "Portanto, a única opção para os membros conservadores do Parlamento é facilitar um voto de confiança. Eu já tomei a atitude apropriada."

Um relatório oficial condenatório publicado na semana passada detalhou uma série de festas ilegais no gabinete e residência oficial de Downing Street durante períodos de lockdown contra a Covid-19, levando a uma nova onda de pedidos pela renúncia do primeiro-ministro conservador.

Mais de 25 parlamentares do Partido Conservador solicitaram a renúncia de Johnson, enquanto pelo menos outros seis já criticaram sua conduta, mas não chegaram a dizer que ele deveria sair.

Caso Johnson perca a votação de confiança, ele seria removido do cargo de primeiro-ministro.

William Hague, que liderou o Partido Conservador entre 1997 e 2001, disse que Johnson deve provavelmente enfrentar um voto de confiança até o final de junho, mas ele pode acontecer já na semana que vem, quando membros do Parlamento retornam do recesso.

Hague disse que o relatório de um servidor civil sobre as festas ilegais representou um tipo de "explosão de ignição lenta" e com mais parlamentares conservadores criticando publicamente Johnson "a faísca está se aproximando da dinamite".

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