Primeiro-ministro britânico comenta desaparecimento de jornalista e indigenista no AM

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, falou sobre o caso ao parlamento. (Foto: House of Commons/PA Images via Getty Images)
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, falou sobre o caso ao parlamento. (Foto: House of Commons/PA Images via Getty Images)
  • Jornalista britânico e indigenista brasileiro estão desaparecidos há quase duas semanas

  • Primeiro-ministro disse estar 'profundamente preocupado'

  • Mandatário ainda diz estar oferecendo apoio às autoridades brasileiras

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, falou pela primeira vez sobre o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips, que sumiu no Vale do Javari, no Amazonas, junto com o indigenista Bruno Pereira há mais de uma semana.

"Como todos aqui no Parlamento, estou profundamente preocupado com o que pode ter acontecido com ele (Dom Phillips). O Ministério de Relações Exteriores está trabalhando agora com as autoridades brasileiras", afirmou Johnson em sessão no Parlamento britânico.

Segundo o primeiro-ministro, ele ofereceu apoio ao Ministério da Justiça brasileiro. "O que nós dissemos às autoridades brasileiras é que estamos prontos para providenciar todo o apoio que eles possam precisar", disse.

Boris Johnson falou durante uma sessão do Parlamento na qual ele respondia questionamentos dos parlamentares. Theresa May, ex-primeira-ministra do Reino Unido e membro da ala mais conservadora, pediu "uma prioridade diplomática" no cuidado com o caso.

Entenda o caso

A dupla desapareceu quando fazia o caminho entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte e desapareceram, no estado do Amazonas. A informação foi confirmada pela União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e pelo Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Isolados e de Recente Contato.

Os dois profissionais desaparecidos se deslocavam com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que atua perto do Lago do Jaburu. O jornalista pretendia realizar algumas entrevistas com os habitantes daquela região.

O desaparecimento ocorreu durante o trajeto da comunidade Ribeirinha São Rafael à cidade de Atalaia do Norte, no Amazonas, no dia 5 de junho.

Principal suspeito

Até o momento, o pescador Amarildo da Costa Oliveira, de 41 anos, é o único suspeito oficial de envolvimento no desaparecimento do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Conhecido como “Pelado”, foi preso no dia 7 de junho por posse de droga e de munição de uso restrito.

Na prisão, a polícia apreendeu sua lancha, onde foram encontrados vestígios de sangue, o que levantou suspeita sobre seu envolvimento no caso dos desaparecidos.

Além disso, segundo testemunhas, no domingo (5), dia que a dupla foi dada como desaparecida, “Pelado” foi visto passando de lancha atrás da embarcação do jornalista e do indigenista, no trajeto de rio que separa a cidade de Atalaia do Norte e a comunidade de São Rafael, no Amazonas, onde eles foram vistos pela última vez.

Testemunhas também relataram à polícia que “Pelado” já havia ameaçado diversas vezes Bruno Pereira e lideranças indígenas no Vale do Javari.

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