Primeiro-ministro canadense viajará aos EUA para consolidar laços

O primeiro-ministro candense, Justin Trudeau, se encontrará com oficiais do governo, empreendedores e líderes de negócios em muitas cidades americanas durante sua visita aos EUA em fevereiro

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, irá viajar aos Estados Unidos em fevereiro para consolidar as relações bilaterais e salvar o acordo comercial continental, ameaçado de acabar, informou seu gabinete nesta sexta-feira (19).

Após a última rodada de negociações em Montreal para renovar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) de 1994, a viagem de 7 a 10 de fevereiro incluirá paradas em Chicago, Los Angeles e San Francisco.

Em encontros com autoridades, empreendedores e líderes de empresas, e em discursos na Ronald Reagan Presidential Foundation & Institute e na University of Chicago Institute of Politics, Trudeau ressaltará "a interconexão das economias de Canadá e Estados Unidos", assim como pressionará por "laços mais fortes entre Canadá e Estados Unidos na política e economia".

A administração Trudeau enviou inúmeras autoridades a Washington nos últimos dois anoas como parte de uma ofensiva para tentar convencer o presidente Donald Trump dos benefícios do Nafta, chamado pelo americano de "o pior acordo comercial da história".

Desde o começo do ano, quatro ministros liberais (Relações Exteriores, Agricultura, Economia e Desenvolvimento, e Segurança Pública) viajaram aos Estados Unidos.

Esta semana se juntaram ao líder da oposição canadense, Andrew Scheer, que comandou uma delegação de membros conservadores do Parlamento com relações pessoais com legisladores republicanos dos Estados Unidos para tentar influenciar a favor da continuação do acordo.

Alguns observadores temem que os diálogos comerciais fiquem amargos quando os negociadores se encontrarem em Montreal na semana que vem para a sexta rodada de negociações do Nafta.

Washington está irritado com a forte defesa canadense de suas indústrias protegidas (linha aérea, bancária, de laticínios e telecomunicações), enquanto o Canadá expressou sua indignação com as elevadas medidas antidumping e compensatórias em dois de seus principais setores: aeronáutica e silvicultura.

As negociações estão programadas para continuar até março, mas Trump insinuou que poderia anunciar uma retirada dos Estados Unidos do acordo. Essa ação levaria a uma contagem regressiva de seis meses para o que efetivamente seria o fim do Nafta.

Chrystia Freeland, o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e o secretário mexicano da Economia, Ildefonso Guajardo, agendaram uma coletiva de imprensa para 29 de janeiro ao fim da rodada de negociações em Montreal.