Primeiro-ministro da França aponta uso de cloroquina no Brasil e arranca risadas de parlamentares

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  • Primeiro-ministro da França criticou recomendação da cloroquina no tratamento da covid-19, feita por Bolsonaro

  • França suspendeu voos que têm Brasil como origem e destino

  • Medida foi tomada pelo temor da variante brasileira, a P1

O primeiro-ministro da França, Jean Castex, fez críticas ao Brasil durante uma sessão do parlamento. Ele mencionou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recomendou o uso da hidroxicloroquina como tratamento para a covid-19. A constatação fez os parlamentares rirem.

Castex fez a observação enquanto anunciada a suspensão de voos entre Brasil e França.

“O presidente da Repúclica, em 2020, aconselhou a prescrição de hidroxicloroquina”, disse o primeiro-ministro, enquanto os parlamentares riam. “Gostaria de lembrar que o Brasil é o país que mais prescreveu [a cloroquina].” O discurso foi transmitido pela emissora LCP na última terça-feira (13).

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French Prime Minister Jean Castex attends a session of questions to the government at the National Assembly in Paris on April 13, 2021. (Photo by STEPHANE DE SAKUTIN / AFP) (Photo by STEPHANE DE SAKUTIN/AFP via Getty Images)
Primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou suspensão de voos entre Brasil e França(Foto: STEPHANE DE SAKUTIN/AFP via Getty Images)

“A gravidade da situação no Brasil é cansativa. Eu lhes recordo, diante da representação nacional, que sofre uma situação absolutamente dramática, e a periculosidade da variante do mesmo nome que, efetivamente, apresenta dificuldades reais”, disse Castex ao anunciar a suspensão dos voos.

“É perfeitamente incorreto dizer que ficamos sem agir. No entanto, estamos vendo que a situação está piorando e por isso decidimos suspender todos os voos entre o Brasil e a França até novo aviso.”

O principal motivo de preocupação é variante brasileira, a P1. Não há previsão para que os voos entre os países voltem a operar.

Efeitos da cloroquina no Brasil

A hidroxicloroquina faz parte do chamado “tratamento precoce”, formado por uma seleção de remédios, todos ineficazes contra a covid-19. Ainda assim, até hoje Bolsonaro incentiva o uso dos remédios.

Médicos têm observado efeitos negativos do uso de remédios sem necessidade, o que tem levado pacientes a situações grave se até mesmo a morte. Pacientes já morreram de hepatite medicamentosa e sobrecarga no fígado.