Primeiro-ministro espanhol adverte que o "mais duro está por vir"

Presidente espanhol, Pedro Sánchez, em sua cadeira no Congresso dos Deputados, durante sessão para explicar a declaração do estado de emergência pelo coronavírus, em 18 de março de 2020, em Madri

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, advertiu nesta quarta-feira que "o mais duro ainda está por vir", quando aumentar o número de pessoas nos hospitais pelo coronavírus, em um Congresso praticamente vazio para evitar contágios do vírus.

"O mais duro ainda está por vir, quando nosso sistema sanitário receber o impacto do maior número de pessoas infectadas, com os dias de isolamento prolongados, quando se manifestarem as consequências econômicas da pandemia do novo coronavírus", afirmou o socialista Sánchez.

"Estou pedindo sacrifício, mas também união. Nada é caprichoso, e sim o que devemos fazer para salvar muitas vidas, para salvar muitas empresas, para salvar nossa economia", completou Sánchez, em uma Espanha em confinamento quase total desde sábado.

No Congresso estavam presentes apenas 20 deputados, alguns deles de máscara e luvas, sentados com várias cadeiras de distância uns dos outros. Uma pessoa limpava a área dos discursos antes de cada orador.

A Espanha registrou 2.538 novos casos e 67 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que eleva o balanço total a 13.716 infectados e 558 mortos, anunciou o ministério da Saúde.

Segundo país mais afetado na Europa e quarto a nível mundial, a Espanha tem 754 pessoas infectadas em unidades de terapia intensiva de diversos hospitais, afirmou o diretor de emergências do ministério, Fernando Simón.