Primeiro-ministro francês fala do uso de hidroxicloroquina para Covid-19 no Brasil e arranca risadas de deputados

Louise Queiroga
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Durante o discurso em que anunciou a suspensão de voos entre a França e o Brasil, o primeiro ministro francês mencionou a recomendação dada por Jair Bolsonaro em 2020 com relação ao uso de hidroxicloroquina para tratar a Covid-19. O medicamento não é recomendado para tal pelas autoridades de Saúde. Assim que abordou o tema, deputados começaram a rir. O momento das risadas, transmitido pela emissora "LCP" nesta terça-feira, dia 13, em que Castex mostra-se preocupado com a variante P.1 do coronavírus, vem repercutindo nas redes sociais.

"Os senhores partem de uma observação estabelecida. A gravidade da situação no Brasil é cansativa. Eu lhes recordo, diante da representação nacional, que sofre uma situação absolutamente dramática, e a periculosidade da variante do mesmo nome que, efetivamente, apresenta dificuldades reais. Mas me perdoem por lhes dizer, senhores, os senhores estão distorcendo um pouco a realidade ao sugerir que nada seria feito. Mas isso está errado, está completamente errado. Uma coisa que não fizemos foi seguir as recomendações dele (do Brasil). O Presidente da República em 2020 os aconselhou a prescrever hidroxicloroquina", afirmou Jean Castex, em meio a gargalhadas do parlamento. "E gostaria de lembrar que o Brasil é o país que mais prescreveu", acrescentou, pedindo silêncio: "Um pouco de decoro, como sempre digo".

A decisão da França anunciada nesta terça-feira não estipula uma data para o fim da suspensão de voos que tenham o Brasil como origem ou destino.

"Portanto, é perfeitamente incorreto dizer que teríamos ficado sem agir. No entanto, estamos vendo. Mas sim, não diga não, é a verdade. Estamos vendo que a situação está piorando e por isso decidimos suspender todos os voos entre o Brasil e a França até novo aviso", concluiu Castex.