Primeiro-ministro húngaro exorta conservadores dos EUA a 'unir forças'

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou nesta quinta-feira (4) que os apoiadores da globalização "podem todos ir para o inferno" e exortou os conservadores americanos a "unir forças" na luta contra os "progressistas" durante um discurso no Texas.

"Vimos que tipo de futuro a classe dominante" da globalização tem a oferecer, "mas temos um futuro diferente em mente" e todos eles "podem ir para o inferno", discursou diante da multidão animada.

"Devemos coordenar o movimento de nossas tropas, porque enfrentamos o mesmo desafio", afirmou o líder nacionalista, convidado para um comício dos conservadores americanos em Dallas, do qual Donald Trump também deve discursar.

"Os progressistas de hoje estão tentando separar a civilização ocidental de suas raízes cristãs", acusou Orban, que garantiu que "os horrores do nazismo e do comunismo aconteceram porque alguns Estados ocidentais na Europa abandonaram seus valores cristãos".

Orban, 59 anos, insistiu na necessidade de "recuperar o controle das instituições" em Washington e Bruxelas, referindo-se às próximas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro.

"Estou aqui para dizer a vocês que devemos unir forças", afirmou Orban, que convidou os conservadores a "criar suas próprias regras" contra "uma guerra cultural".

Em 23 de julho, o primeiro-ministro húngaro rejeitou a visão de uma sociedade "multiétnica". "Não queremos nos tornar povos de raça mista", que se misturam com "não europeus", declarou, provocando uma enxurrada de críticas vindas da União Europeia e dos Estados Unidos.

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