Primeiro-ministro de Israel atende ordem da Suprema Corte e despede ministro

Por Dan Williams

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, demitiu um membro sênior do gabinete com antecedentes criminais neste domingo, cumprindo uma decisão da Suprema Corte, mesmo em um momento em que ele busca controversas reformas judiciais que restringiriam os poderes do judiciário.

Comprometendo-se a encontrar "todos os meios legais" para manter Aryeh Deri em cargos públicos no futuro, Netanyahu o informou durante uma reunião semanal de gabinete que estava sendo removido dos ministérios do interior e da saúde, de acordo com uma transcrição oficial.

Um confidente de Deri, Barak Seri, disse à Rádio do Exército no início do domingo que as pastas seriam mantidas por outros membros do partido judeu ultraortodoxo Shas, que permanece na coalizão.

Na semana passada, a Suprema Corte ordenou que Netanyahu demitisse Deri, citando sua condenação por fraude fiscal em 2022.

Essa decisão provocou um debate acalorado em Israel --acompanhado por protestos em todo o país-- sobre propostas de reforma que Netanyahu diz que restaurarão o equilíbrio entre os poderes, mas que os críticos dizem que minarão a independência judicial.