Primeiro-ministro de Israel quer reiniciar relação com EUA em visita à Casa Branca

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O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett
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O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, viajará nesta terça-feira (24) a Washington para uma reunião com o presidente americano, Joe Biden, em busca do "reinício" da relação com seu principal aliado e para alcançar um entendimento sobre seu rival Irã.

Em sua primeira visita de Estado desde que assumiu o poder em junho, Bennett se reunirá na quinta-feira com Biden para tentar ajustar os vínculos com o presidente democrata, que foram tensos com o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, criticado por favorecer o Partido Republicano.

"Atualmente, o principal tema entre os dois países e renovar e reiniciar as relações bilaterais", afirmou à AFP Scott Lasensky, que foi conselheiro do ex-presidente Barack Obama sobre Israel.

Netanyahu irritou os democratas com suas críticas ferrenhas ao acordo nuclear de 2015 entre o Irã e as potências mundiais, negociado pelo governo de Obama quando Biden era vice-presidente.

A aproximação de Netanyahu com o sucessor de Obama, Donald Trump, irritou ainda mais o partido do atual presidente.

O ministro israelense das Relações Exteriores, Yair Lapid, sugeriu uma nova aproximação quando se reuniu em junho com o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

"Nos últimos anos foram cometidos erros. A posição bipartidária de Israel sofreu. Vamos consertar esses erros juntos", disse Lapid na ocasião.

Embora Bennett procure acalmar as águas diplomáticas, ele permanece firmemente contrário ao acordo com o Irã, que permitiu suspender as sanções contra o regime de Teerã em troca de um freio no programa nuclear do país.

O Irã insiste que seu programa é pacífico, mas deixou de cumprir de maneira paulatina seus compromissos cruciais, inclusive sobre o enriquecimento de urânio, em resposta à saída dos Estados Unidos do acordo de 2018 e à retomada de sanções pelo governo Trump.

"Eu direi ao presidente Biden que é tempo de parar os iranianos (...) não de jogar um colete salva-vidas para eles com o retorno a um acordo nuclear expirado", afirmou no domingo o primeiro-ministro de 49 anos.

Sua reunião com Biden, de 78 anos, acontece dois meses depois do colapso das negociações em Viena para resgatar o acordo nuclear.

Bennett lidera uma coalizão heterogênea que vai de partidos moderados a outros de linha dura, como o dele, e evita o tema palestino: ele se concentra em questões de consenso, como saúde e economia.

Shira Efron, do Instituto de Estudos de Segurança Nacional, de Tel Aviv, afirmou que o governo Biden tem ambições modestas, centradas principalmente em desfazer algumas medidas de Trump em favor de Israel.

O governo de Biden retomou o pagamento de milhões de dólares de financiamento para os palestinos que Trump havia interrompido, incluindo recursos para a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA).

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