Presidente da Itália pede que premiê reconsidere renúncia

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Premiê da Itália, Mario Draghi, durante reunião do G7 na Alemanha
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Por Giuseppe Fonte e Angelo Amante

ROMA (Reuters) - O chefe de Estado da Itália rejeitou nesta quinta-feira a renúncia do primeiro-ministro do país, Mario Draghi, e pediu a ele que se dirigisse ao Parlamento para obter uma imagem clara da situação política, disse uma declaração do gabinete do presidente Sergio Mattarella.

Draghi havia anunciado seus planos de renunciar depois que o Movimento 5-Estrelas, um dos partidos de sua coalizão governista, se recusou a apoiá-lo em um voto de confiança sobre seu plano de combater a alta dos preços.

"Eu vou apresentar minha renúncia ao presidente da República hoje à noite", disse Draghi ao gabinete, de acordo com um comunicado publicado por seu escritório. "A coalizão de união nacional que apoiava este governo não existe mais", acrescentou.

Não estava claro como Draghi, um ex-presidente do Banco Central Europeu que é primeiro-ministro de uma coalizão ampla desde fevereiro de 2021, responderá à intervenção de Mattarella, o árbitro supremo da política italiana.

O voto de confiança se tornou um ponto focal para as tensões dentro do governo de Draghi, enquanto os partidos se preparam para se enfrentar em uma eleição marcada para o início de 2023.

A decisão do 5-Estrelas de boicotar a votação de confiança na quinta-feira deflagrou uma sequência de eventos que levou Draghi, de 74 anos, a anunciar que renunciaria. Também mergulhou a Itália em incertezas políticas e arrisca prejudicar as iniciativas para assegurar bilhões de euros em verbas da União Europeia, combater uma seca e reduzir a dependência no gás russo.

Draghi disse que não gostaria de liderar um governo sem o 5-Estrelas, que se tornou o maior partido nas eleições anteriores em 2018, mas desde então sofreu deserções e perda de apoio público.

Mattarella pode tentar convencer Draghi a formar outro governo, encontrar um novo premiê interino para levar o país às eleições no ano que vem, ou convocar eleições antecipadas.

A Itália não tem uma eleição no outono (do Hemisfério Norte) desde a Segunda Guerra Mundial, já que esta é normalmente a época em que o Orçamento é elaborado e aprovado pelo Parlamento.

(Reportagem adicional de Gavin Jones)

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