Primeiro-ministro italiano inicia visita a Cuba falando de negócios

Por Carlos BATISTA
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, participa de coletiva de imprensa, em Bogotá, no dia 27 de outubro de 2015
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, participa de coletiva de imprensa, em Bogotá, no dia 27 de outubro de 2015

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, iniciou nesta quarta-feira sua visita oficial a Cuba em que pediu mais investimentos de seu país na ilha.

"A construção e a agroindústria são setores onde as empresas italianas puderam contribuir com a oferta de tecnologias, know how e máquinas, muito necessárias para desenvolver a infraestrutura e reduzir as custosas importações de alimentos de Cuba", disse Renzi em um fórum bilateral de empresários e funcionários públicos, em sua primeira atividade na ilha.

Cuba gasta cerca de 2 bilhões de dólares anuais na importação de alimentos.

Renzi foi recebido na noite de terça pelo vice-chanceler Rogelio Sierra, no mesmo dia que 191 países, entre eles a Itália, aprovaram uma resolução que pede a Washington o fim do embargo a Cuba. Os únicos países a votarem contra foram Estados Unidos e Israel.

Com a visita à ilha, o primeiro-ministro termina sua viagem à América Latina, que incluiu Chile, Peru e Colômbia.

O primeiro governante italiano a visitar Cuba também será recebido pelo presidente Raúl Castro no Palácio da Revolução.

Renzi retribuiu, assim, uma breve visita feita por Raúl Castro em maio passado, durante uma escala depois de passar por Moscou, durante a qual também se encontrou com o papa Francisco no Vaticano.

Durante uma conferência do Instituto Superior das Artes, Renzi assegurou que além dos aspectos políticos e econômicos, deve-se enfatizar o setor cultural.

Renzi pediu aos empresários italianos que invistam em energia renovável, como faz Itália e como "será feito no Chile e Colômbia", países em que assinou acordos para o desenvolvimento das hidrelétricas.

A visita de Renzi acontece em meio ao avanço das negociações entre Cuba e União Europeia sobre um acordo de cooperação e comércio.