Primeiro-ministro do Líbano não vê saída para a crise sem apoio árabe

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BEIRUTE (Reuters) - O primeiro-ministro designado do Líbano, Saad al-Hariri, afirmou neste domingo que o seu país não pode ser resgatado de sua atual crise sem o apoio de países árabes e da comunidade internacional.

Faz tempo que Estados do Golfo direcionam fundos à economia frágil do Líbano, mas estão assustados pela influência crescente do Hezbollah, um grupo poderoso apoiado pelo arquirrival Irã, e até agora parecem relutantes em aliviar a pior crise financeira de Beirute em décadas.

“Não há saída para esta crise… sem uma reconciliação profunda com nossos irmãos árabes e o fim da utilização do país como um ponto de partida para ataques aos países do Golfo, ameaçando seus interesses”, disse Hariri, em um discurso pela televisão marcando 16 anos do assassinato do seu pai, o ex-primeiro-ministro Rafik al Hariri.

Um tribunal apoiado pela ONU em dezembro condenou um membro do Hezbollah de ter conspirado para matar Rakif al-Hariri com uma bomba em 2005. O Hezbollah nega qualquer ligação com o ataque.

Saad al-Hariri, ex-primeiro-ministro, recebeu a missão de formar um governo em outubro, mas está sofrendo para reunir um ministério que divida o poder entre todas os partidos do Líbano, incluindo o Hezbollah.

Após uma reunião com o presidente Michel Aoun na sexta-feira, Hariri disse que não houve progresso na formação do governo.

Sob um novo sistema sectário de compartilhamento de poder, o presidente do Líbano precisa ser um cristão maronita, e o primeiro-ministro, um muçulmano sunita. O presidente Aoun é um aliado do Hezbollah, listado como um grupo terrorista pelos Estados Unidos.

(Reportagem adicional de Orhan Coskun em Ankara; Escrito por Daren Butler; Edição de Michael Perry, Gareth Jones and Frances Kerry)