Primo de Davi Alcolumbre, ex-deputado é preso por tráfico internacional de drogas

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Operação Vikare foi deflagrada pela PF e investiga tráfico internacional de drogas (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Operação Vikare foi deflagrada pela PF e investiga tráfico internacional de drogas (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
  • Isaac Alcolumbre, ex-deputado e primo de Davi Alcolumbre, foi preso preventivamente pela PF

  • Polícia Federal deflagrou a Operação Vikare, para desarticular esquema de tráfico internacional

  • Suspeita é que Isaac Alcolumbre oferecesse apoio logístico para aeronaves que faziam o transporte das drogas

Na manhã desta quarta-feira (20), a Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa que atuava no tráfico internacional. Foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, além de 49 mandados de busca e apreensão. Segundo informações do portal g1, entre os presos está Isaac Alcolumbre, primo do senador Davi Alcolumbre e ex-deputado estadual pelo Amapá.

A Operação Vikare, no estado do Amapá, cumpriu quatro mandados de busca e dois mandados de prisão preventiva em empresas e duas residências localizadas em Macapá, também em um aeródromo particular, que seria de Isaac Alcolumbre. A ação também atuou em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Ceará e Piauí.

Isaac Alcolumbre foi deputado estadual pelo Amapá (Foto: Alap/Divulgação)
Isaac Alcolumbre foi deputado estadual pelo Amapá (Foto: Alap/Divulgação)

Segundo a Polícia Federal, foi identificada uma “grande e articulada organização criminosa com participação de brasileiros e estrangeiros, voltada à prática de diversos crimes, notadamente o tráfico internacional de drogas, por meio de uma rota que passava por países da América do Sul, principalmente Colômbia e Venezuela e tinha o estado do Amapá como uma de suas bases logísticas fundamental, de onde as drogas partiriam para outras regiões do Brasil”

Empresas de fachada em diversos estados do Brasil participavam do esquema, que contava com uma estrutura robusta, com mecânicos de aeronaves, pilotos, operadores financeiros responsáveis por transacionar os valores obtidos pelas atividades ilícitas, além de terceiros que recebiam quantias em contas pessoais e empresas, cujo objetivo era dar aparência de licitude aos valores obtidos com a prática criminosa.

A investigação começou em maio de 2020, quando a PF identificou movimentação suspeita de aeronaves na região. Segundo a Polícia Federal, foram encontrados destroços de um avião de pequeno porte, que ficou atolado em uma região da cidade de Calçoene, no Amapá.

“Este estava, em grande parte, destruído por um incêndio. Os policiais ainda perceberam que o avião estava adaptado para transportar drogas, semelhante ao que é feito com outros apreendidos em ações policiais Brasil afora. Os investigadores levantaram informações de que uma outra aeronave pousou no mesmo local e resgatou os tripulantes e a carga”, descreveu a PF. O proprietário do avião havia sido preso em julho de 2020, no Paraguai, quando pousava com 425 kg de cocaína.

O aeródromo no Amapá era responsável por dar apoio logístico para que os aviões pudessem fazer o transporte das drogas para outros estados brasileiros e também outros países.

Os investigados podem responder pelos crimes de:

  • Tráfico internacional de drogas

  • Organização criminosa

  • Lavagem de dinheiro

As penas podem chegar a 51 anos de prisão, além do pagamento de multa.

Noma da Operação Vikare

Segundo a Polícia Federal, o nome “Vikare pertence à Mitologia Grega, sendo conhecido pela sua tentativa de deixar Creta voando. A tentativa foi frustrada, resultando em queda no Mar Egeu. O nome da operação faz referência a duas tentativas frustradas de voos que sairiam do Amapá, uma porque a aeronave caiu (causas desconhecidas) e uma segunda aeronave foi interceptada”.

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