Primo de Mário Frias, historiador chama secretário de “inculto”, “incompetente” e “pau mandado” de Bolsonaro

Redação Notícias
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Mário Frias foi acusado de ser
Mário Frias foi acusado de ser "bajulador" do presidente - Foto: Reprodução/Twitter
  • Raul Milliet não poupou ataques contra o próprio primo de segundo grau

  • Ele se disse "enojado" com a postura de Mário Frias na Secretaria de Cultura

  • Historiador criticou duramente o secretário e chamou-o de "dedo-duro" do governo Bolsonaro

Em dez meses no comando da Secretaria da Cultura, Mário Frias acumulou algumas polêmicas e críticos. Entre eles, agora, está um integrante da própria família. Primo de segundo grau do ex-ator, o historiador Raul Milliet não poupou ataques ao parente.

Em entrevista à coluna de Chico Alves no UOL, Milliet chamou o primo de “inculto” e “incompetente”, entre outras críticas. O historiador revoltou-se com a notícia divulgada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, de que direitistas estão municiando o secretário com dossiês que identificam funcionários ligados à esquerda para que sejam afastados.

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“Ele é um pau mandado de primeira ordem. Foi lá para ganhar salário, faz o que puder para bajular Bolsonaro e o filho, Eduardo. É folgado, mau ator. Tão incompetente que não sabe o que está censurando. É inculto, folgado, ficou bajulando a todos para ter esse cargo”, disse.

“Ele recebe esse tipo de dossiê e o acolhe. Absorve as informações e isso passa a fazer parte dos objetivos imediatos, de médio e longo prazo da gestão. Isso é absurdo.”

Raul Milliet disparou contra o primo - Foto: Divulgação
Raul Milliet disparou contra o primo - Foto: Divulgação

Milliet considerou que o papel de “dedo-duro” realizado por Mário Frias no governo Bolsonaro desagradaria um outro parente: o ex-jornalista João Saldanha, morto em 1990 e filiado ao Partido Comunista.

“A gravidade (do episódio dos dossiês) é enorme. Uma coisa que o tio-avô dele, João Saldanha, criticava: o dedo-duro, o alcaguete. É justamente o papel que ele está fazendo agora, mesmo sendo sobrinho-neto de João Saldanha”, apontou.

“Fico enojado com o papel dele”

O historiador afirmou que Frias tem sido “usado reiteradas vezes” pelo governo bolsonarista e que não compartilha de suas ideologias políticas por “não ter capacidade, não conseguir entender o que foi o golpe de 64”. “Fico enojado vendo o papel dele”, disparou.

“Ele ficou sem profissão. Tentou ser ator, não conseguiu. Só conseguiu ser ator de terceiro plano. A Regina Duarte jogou na lata de lixo uma biografia (ao aceitar o cargo de secretária de Cultura), porque ela tinha uma biografia. Atriz de peso. Ele não tem o que jogar fora.”