Principais grupos rebeldes rompem cessar-fogo na República Centro-Africana

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O presidente da República Centro-Africana, Faustin Archange Touadera (C), acena para simpatizantes durante evento eleitoral, protegido por seguranças, que incluem mercenários russos, em 19 de dezembro de 2020 em Bangui

A coalizão de grupos armados da República Centro-Africana, que há uma semana realiza uma ofensiva contra o governo, anunciou nesta sexta-feira (25) que rompeu o seu "cessar-fogo unilateral" de três dias, que termina antes das eleições presidenciais e legislativas de domingo.

Diante da "teimosia irresponsável do governo", que teria "rejeitado" o cessar-fogo, a Coalizão de Patriotas pela Mudança (CPC) "decidiu quebrar a trégua de 72 horas que havia sido imposta até agora e retomar a marcha implacável até seu objetivo final", segundo um comunicado confirmado à AFP por dois importantes grupos rebeldes.

Os signatários convidaram "o poder a observar ainda assim um cessar-fogo no mesmo período" e apelaram ao chefe de Estado Faustin Archange Touadéra, favorito nas eleições presidenciais, para "suspender as eleições, cujas condições de bom desenvolvimento nunca foram cumpridas".

Os combates recomeçaram em Bakuma, a 250 km da capital Bangui, segundo Vladimir Monteiro, porta-voz da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca).

Em 19 de dezembro, o governo acusou o ex-presidente François Bozizé, cuja candidatura foi invalidada, de "tentativa de golpe de Estado", após a aliança e a ofensiva dessa coalizão.

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