Principais sanções dos EUA contra a Rússia

·2 minuto de leitura
Estados Unidos expulsou 10 funcionários da embaixada russa em Washington (na foto), alguns acusados de serem membros dos serviços de inteligência de Moscou

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (15) uma série de sanções contra a Rússia em represália ao que Washington qualifica como "ações internacionais desestabilizadoras", incluindo ataques aos interesses dos EUA.

Washington acusa Moscou de interferir nas eleições presidenciais americanas de 2020 e 2016, com campanhas de desinformação digital, assim como de orquestrar o ciberataque massivo à SolarWinds descoberto em dezembro, que comprometeu milhares de redes informáticas do setor privado e do governo dos Estados Unidos.

Washington afirma que a Rússia violou "princípios bem estabelecidos do direito internacional", incluindo a ocupação da Crimeia desde 2014 e, mais recentemente, a concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, aumentando o temor de uma escalada das tensões na região.

Também afirma que Moscou está interferindo em "países e regiões importantes para a segurança nacional dos Estados Unidos", como o Afeganistão, onde é acusado de pagar insurgentes afegãos para matar soldados americanos.

Os Estados Unidos também expressaram preocupação crescente com a condição de deterioração do líder da oposição russo, Alexei Navalny.

Estas são as principais medidas anunciadas:

- Sanções de dívidas -

O Tesouro proibiu as instituições financeiras dos EUA de comprarem diretamente títulos emitidos pela Rússia após 14 de junho.

Essa medida provavelmente terá um impacto limitado, já que a Rússia tem apenas dívidas e reservas limitadas de mais de US$ 180 bilhões, graças às suas exportações de hidrocarbonetos.

Mas as novas medidas já afetaram o rublo, que caiu em relação ao dólar nesta quinta-feira e já estava sofrendo desde as sanções contra a Rússia em 2014.

- Expulsão de diplomatas -

O Departamento de Estado expulsou dez funcionários da embaixada russa em Washington, alguns dos quais são acusados de serem membros dos serviços de Inteligência de Moscou.

- Medidas contra empresas de tecnologia -

Washington sancionou seis empresas de tecnologia russas acusadas de apoiar as atividades de inteligência cibernética de Moscou, em particular o ataque à SolarWinds.

O Tesouro também mirou em 32 organizações e indivíduos que supostamente "tentaram influenciar nas eleições presidenciais americanas em 2020" por meio de campanhas de desinformação em nome do governo russo.

O FBI está oferecendo recompensas de até 250.000 por informações que levem à prisão de algumas dessas pessoas.

Todas as empresas envolvidas têm seus ativos congelados nos Estados Unidos, e americanos estão proibidos de negociar com elas.

- Sanções coordenadas sobre a Crimeia -

Em parceria com o Canadá, o Reino Unido e a Austrália, o governo dos Estados Unidos impôs sanções a oito indivíduos e organizações vinculadas à "contínua ocupação e repressão russa na Crimeia".

Os Estados Unidos, em particular, denunciaram supostas violações dos direitos humanos em um centro de detenção em Simferopol, na Crimeia, onde sabe-se que os presidiários "congelam, morrem de fome, sofrem com parasitas e são mantidos em celas insalubres e mal ventiladas".

dax/to/dw/ad/yow/bn/mvv