Julgamento por atentados de Paris é adiado para terça-feira

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Ilustração mostra os corréus (a partir da esquerda) Osama Krayem, Mohamed Abrini, Mohamed Amri and Salah Abdeslam, principal suspeito dos ataques, durante julgamento dos atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, 6 de janeiro de 2022 (AFP/Benoit PEYRUCQ)
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Após ser retomado nesta quinta-feira (6), o julgamento dos atentados que deixaram 130 mortos em Paris e seus arredores em novembro de 2015 foi adiado para a obtenção de uma segunda opinião médica sobre o principal acusado, Salah Abdeslam, que segue testando positivo para covid-19.

A decisão do presidente do Tribunal de Paris, Jean-Louis Périès, ocorreu depois de três horas de deliberação.

O julgamento, que começou em setembro e no qual já compareceram sobreviventes, pessoas próximas das vítimas e investigadores, será reiniciado em 11 de janeiro dependendo do parecer de dois médicos. Eles devem apresentar seus relatórios "até 10 de janeiro", disse o juiz.

Nesta quinta, o julgamento iria entrar em uma nova fase, com o interrogatório dos 14 acusados presentes.

A atenção estava toda voltada para Abdeslam, o único membro com vida dos comandos extremistas que promoveram o atentado em 15 de novembro de 2015 em frente ao Estádio da França, ao norte de Paris, nos terraços da capital e na sala Bataclan.

Abdeslam, que não comparecia ao tribunal desde 25 de novembro, estava presente nesta quinta-feira, depois que vários testes médicos consideraram que estava em condições de ir, apesar de ter se recusado a se vacinar e ter contraído covid-19 no final de dezembro.

Porém, durante as discussões, muitos advogados expressaram preocupações sobre seu potencial para contágio e o risco de criar um surto no tribunal.

Outro acusado, Osama Krayem, se negou inicialmente a comparecer, mas acabou aceitando ir depois que o tribunal indicou que o obrigaria à força se fosse necessário.

O presidente Périès lembreu a Krayem seu "direito de ficar em silêncio". Em uma carta lida pouco antes por sua advogada Margaux Durand-Poincloux, este sueco de 29 anos anunciou sua decisão de não tomar mais a palavra.

"Em um primeiro momento, queria me expressar diante da corte", mas "ninguém busca a verdade", acrescentou nesta breve carta, na qual diz que o julgamento é uma "farsa".

aje-asl-mdh/tjc/mis/aa/mvv/ic

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