Principal aliado contra Covid-19, máscara vira veículo para comunicar ideologias e convicções: 'Enunciado de nós mesmos'

Maria Fortuna
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No início da pandemia, muito se falou em como a máscara, nosso principal aliado no combate à disseminação da Covid-19, era um empecilho na comunicação entre os seres humanos. Afinal aquele pedaço de pano bloqueia expressões faciais importantes para transmitir emoções e intenções. Com o passar do tempo, no entanto, o acessório se transformou num veículo de marketing de marcas, restaurantes e demais estabelecimentos. As com escudo de times de futebol também colaram nos rostos.

Agora, às vésperas das eleições municipais brasileiras deste domingo (15), as máscaras viraram verdadeiras bandeiras políticas. Transmitem ideologias, convicções e até mensagens imperativas. O humorista Fábio Porchat, que fez um post no Instagram usando uma máscara com a palavra "vote".

— Se politizaram até a doença, não seria diferente com a máscara — afirma. — E, se estamos politizando tudo, então, vamos votar.

A professora de comunicação da UFMG, Vera França, diz que vivemos uma "compulsão expressiva".

- As pessoas precisam dizer o tempo todo o que apoiam, do que gostam, de que lado estão. Uma era expressivista sucedeu uma era de receptores e de ouvintes. É uma forma de nos colocarmos como enunciadores de nós mesmos - analisa Vera.

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