Principal general dos EUA pede vigilância conforme Rússia avalia reveses na Ucrânia

Por Phil Stewart

BASE MILITAR NA POLÔNIA (Reuters) - O general no topo da hierarquia militar dos Estados Unidos alertou neste domingo que ainda não está claro como a Rússia pode reagir aos últimos contratempos no campo de batalha na Ucrânia e pediu maior vigilância por parte das tropas norte-americanas ao visitar uma base na Polônia que presta apoio ao exército ucraniano na guerra.

As observações do general do Exército dos EUA Mark Milley, chefe do Estado-Maior, foram um lembrete dos riscos de uma escalada da guerra à medida que os Estados Unidos e seus aliados da OTAN ajudam a Ucrânia à distância e Kiev realiza uma contraofensiva até agora bem-sucedida contra forças russas.

"A guerra não está indo muito bem para a Rússia agora. Portanto, cabe a todos nós manter altos estados de prontidão, alerta", disse Milley em Varsóvia, após visita à base.

Repórteres que viajavam com ele foram solicitados a não publicar o nome da base ou a descrever sua localização.

A viagem de Milley incluiu uma revisão das defesas aéreas da base militar, que incluem baterias de mísseis Patriot que seriam uma última linha de defesa caso a Rússia decidisse atacar a base –arriscando uma guerra com a OTAN.

Milley disse que não estava sugerindo que as tropas dos EUA na Europa estejam sob qualquer ameaça crescente, mas disse que eles precisavam estar prontos.

"Na condução da guerra, você simplesmente não sabe com um alto grau de certeza o que acontecerá a seguir."

A derrota das forças do presidente russo, Vladimir Putin, na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, há uma semana, provocou fortes críticas públicas de comentaristas militares russos.

Putin evitou a contraofensiva, mas disse na sexta-feira que Moscou responderá com mais força se suas tropas forem colocadas sob mais pressão.