Prioridade no PT, Dilma Rousseff lidera gastos entre candidatos ao Senado

Dilma Rousseff durante leitura da carta do ex-presidente Lula em frente à sede da PF em Curitiba (Cassiano Rosário/Futura Press)

Com o objetivo de denunciar o “golpe”, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tem a campanha mais cara na corrida eleitoral pelo Senado Federal. Candidata por Minas Gerais, ela gastou, até o momento R$ 3,06 milhões — o segundo candidato a senador que mais desempenhou recursos é seu concorrente direto, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que desembolsou R$ 2,72 milhões. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Embora tenha sofrido impeachment em 2016, Dilma não perdeu os direitos políticos e foi liberada para concorrer a um cargo no legislativo. Seu objetivo, reverberado amplamente em sua campanha, é tratar a saída da presidência como um golpe sofrido. O PT aproveitou a situação para dedicar à ex-presidente mais da metade do dinheiro do partido destinado às campanhas ao Senado — o total partidário previsto para a Casa é de R$ 5,6 milhões.

O teto declarado por Dilma no TSE é de R$ 4,2 milhões e pode ser batido em breve. Apenas 0,5% da arrecadação veio do financiamento coletivo. O restante é dinheiro proveniente do fundo partidário.

“A eleição dela é prioridade para o PT porque foi vítima do golpe de Estado e tem a oportunidade de denunciar aos eleitores os desmandos do governo Temer”, disse a assessoria da candidata ao jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o último Datafolha, a petista lidera a disputa no estado com 26% das intenções de votos, seguida de Carlos Viana (PHS), com 11%, e Pacheco, com 9%.

Atualmente, as despesas de campanha da petista superam a de presidenciáveis como Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL).