Prisão de ativista ligada a Greta Thunberg na Índia causa revolta

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BANGALORE (Reuters) - Políticos e ativistas da Índia repudiaram nesta segunda-feira a prisão de uma ativista climática de 22 anos acusada de ajudar a editar e distribuir documentos na internet que a sueca Greta Thunberg havia promovido em apoio a agricultores que protestam no país.

Thunberg havia compartilhado no Twitter um "conjunto de ferramentas" que listou maneiras de ajudar os agricultores indianos, que questionam reformas agrícolas que temem arruinar seu sustento.

No final de semana, a polícia levou Disha Ravi, líder da filial indiana do movimento climático Fridays for Future de Thunberg, de sua casa em Bangalore, cidade do sul do país, à capital para interrogá-la.

"O principal objetivo do 'conjunto de ferramentas' era criar desinformação e insatisfação contra o governo estabelecido legalmente", disse Prem Nath, autoridade da polícia de Nova Délhi, aos repórteres.

"O conjunto de ferramentas tentou amplificar fake news artificialmente por meio de vários tuítes que eles criaram na forma de um banco de tuítes. E eles tentaram levar o público a participar da ação de 26 de janeiro, que foi o Dia da República da Índia", disse Nath.

No mês passado, milhares de agricultores indianos se sobrepuseram à polícia e invadiram o complexo histórico do Forte Vermelho de Nova Délhi depois de desfazerem barricadas e lançar tratores contra bloqueios de estrada.

Não foi possível contatar Ravi durante sua custódia, e sua família não estava disponível de imediato para comentar.

Thunberg disse não ter comentário sobre a detenção de Ravi.

(Por Chandini Monnappa e Rupam Jain)