Prisão de ex-ministro é 'desastre' e cria 'tempestade perfeita' para Bolsonaro, dizem aliados

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A prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, nesta quarta-feira, foi considerada por aliados do presidente Jair Bolsonaro um "desastre" às vésperas da disputa eleitoral.

Na avaliação de interlocutores da campanha de Bolsonaro, o episódio politicamente é uma "tempestade perfeita" que municia adversários contra o presidente eleito com a bandeira da anticorrupção.

Todavia, o grupo de Bolsonaro ainda evita fazer uma avaliação do extensão dos prejuízos da prisão de Milton Ribeiro por suspeita de crimes envolvendo a liberação de verbas do MEC para prefeitura.

Por ora, a ordem entre integrantes do governo é de cautela e evitar declarações em defesa de Ribeiro como modo de blindar o titular do Palácio do Planalto.

A postura a ser adotada é que o governo apoia a investigação e uma "punição exemplar", caso sejam comprovadas os crimes. De acordo com um integrante do governo, a postura daqui por diante tem que "deixar claro que o governo não é conivente com este tipo de prática.

Há três meses, Bolsonaro disse que colocaria a "cara no fogo" pelo ex-ministro. Já a primeira-dama Michelle Bolsonaro disse "Deus vai provar que é uma pessoa honesta."

Nesta quarta-feira, ao comentar a prisão do ex-auxiliar, Bolsonaro mudou o tom. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o titular do Palácio do Planalto defendeu que Ribeiro "responda por seus atos".

- O caso do Milton, pelo que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estaria com uma conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele. E daí houve denúncia que ele teria busca prefeito, gente dele, para negociar, para liberar recursos. O que acontece? Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal de que a Polícia Federal está agindo. Que ele responda pelos atos dele - disse Bolsonaro.

A Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão nesta quarta contra Milton Ribeiro e os pastores-lobistas Arilton Moura e Gilmar Santos, por suspeitas de crimes na liberação de recursos do Ministério da Educação para prefeituras.

A operação foi autorizada pela 15ª Vara Federal do Distrito Federal e apura crimes como corrupção e tráfico de influência durante a gestão de Milton Ribeiro. A investigação teve início no Supremo Tribunal Federal, mas foi enviada à primeira instância depois que Milton deixou o cargo de ministro da Educação do governo Bolsonaro.

No total, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares como a proibição do contato entre os investigados.

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