Privatização da Cedae será decidida por prefeitos da Região Metropolitana em bloco

Selma Schmidt

RIO - Após a polêmica envolvendo a qualidade da água distribuída — turva, mal cheirosa e com gosto de barro —, uma batalha deve se travar no início de fevereiro, dessa vez envolvendo a privatização da Cedae. Prefeitos dos 22 municípios que compõem a Região Metropolitana do estado estão sendo convocados para uma reunião, a fim de debater e decidir sobre a modelagem elaborada pelo BNDES para a desestatização da companhia. Como prevê a legislação, a decisão deve ser conjunta dos municípios da região, tendo voto mesmo aqueles cujos serviços de água e esgoto estão concedidos, caso de Niterói e Petrópolis. A capital não quis se manifestar, mas fonte diz que o prefeito Marcello Crivella poderá até ir à Justiça se perder no voto.

— O prefeito quer, ele mesmo, licitar concessões, como já foi feito com o esgoto na Zona Oeste — diz a fonte da prefeitura.

Pela Lei 184, de dezembro de 2018, que estabelece as normas de gestão da Região Metropolitana, cada município tem um peso — varia conforme o número de moradores — nas reuniões do Conselho Administrativo. O voto do Rio, por exemplo, vale 15. E só não é menor que o do governo do estado: 25. Têm direito a votos ainda nas decisões (um cada) três representantes da sociedade civil: o presidente da Cedae, Hélio Cabral; a presidente da Comissão especial de Saneamento, Recursos Hídricos e Gás encanado da OAB-RJ, Dalle Anne Schimid do Amaral; e a vice-presidente do Movimento Combate à Impunidade, Yedda Christina Ching San Filizzola Assunção.

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