Proarmas: conheça as pautas dos 34 candidatos armamentistas nas eleições de 2022

Proarmas é um grupo de CACs (colecionadores de armas, atiradores e caçadores) que busca pautar acesso à armamento. (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Proarmas é um grupo de CACs (colecionadores de armas, atiradores e caçadores) que busca pautar acesso à armamento. (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Grupo tem pré-candidatos a deputados, senadores e governadores

  • Organização articula para criar partido político

  • Principal referência do Proarmas é o deputado Eduardo Bolsonaro

A Associação Proarmas está lançando 34 pré-candidaturas para deputado federal, estadual, senador e governador em todo o país. A ideia é formar uma bancada dos CACs (colecionadores de armas, atiradores e caçadores).

Mas não para por aí. O grupo armado, maior até que todas as polícias militares em número de membros e armas, quer criar um partido político.

O processo é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que já recebeu diversos pré-candidatos no Palácio do Planalto, além de ter posado para fotos e vídeos declarando seu apoio.

A politização do grupo também incentivou o aumento de membros dos CACs: de 117.467, em 2018, chegou a 673.818 este ano. Dessa forma, o grupo é maior que o de policiais militares (406 mil) e do efetivo das Forças Armadas (360 mil). A situação preocupa especialistas, já que o CACs não tem hierarquia.

O Proarmas é liderado pelo advogado Marcos Pollon, que é candidato à Câmara do Mato Grosso do Sul, e tem como maior referência política o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

“A todos vocês CACs, um grande abraço, parabéns pelo momento, por essa oportunidade, pela iniciativa”, afirmou o presidente em vídeo publicado pelo líder do Proarmas. “E parabéns também quem? Marcos Pollon. Parabéns, Marcos.”

Objetivos

O grupo lança candidaturas com objetivo de atuarem na flexibilização de leis de porte de armas. O processo é liderado por Eduardo Bolsonaro. Segundo levantamento do Estadão, são 27 candidaturas à Câmara e ao Senado, que pretendem formar a “bancada dos CACs”.

Os pré-candidatos são instrutores de tiro, donos de clubes, policiais e advogados. Eles são filiados aos partidos PL, PMN, Podemos, PP, PRTB, PSC, PTB, PTC e Republicanos, que formam o Centrão.

Entre as propostas concretas, está a revogação do Estado do Desarmamento, a Lei 10.826/03, e a aprovação do projeto 3723/2019, que regulamenta atividades de tiro esportivo, caçadores e colecionadores e revoga um artigo que determina que a venda de munições com embalagens com código de rastreio e de armas com dispositivo de segurança e de identificação gravado no corpo da arma.

Este projeto já foi aprovado, com alterações, em 2019 na Câmara e agora segue para o Senado. “O 3723, por conta das eleições, ele está meio quieto. Evidente que se ele for pautado, eu tenho que ir lá cuidar”, afirmou o líder do Proarmas.

Outra pauta é o barateamento das armas, com o objetivo de ampliar o acesso. Após a redução do ICMS em Alagoas para a compra de armamentos, Eduardo Bolsonaro comemorou em um carro de som: “Um gol de bicicleta”, afirmou. “Atenção, deputados estaduais, segunda-feira, missão: entrar com projeto de lei igual do Cabo Bebeto (PL-AL).”

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