Problemas na atuação do Coaf no Brasil preocupam grupos anticorrupção e antilavagem da OCDE

Thiago Herdy
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SÃO PAULO — As condições de funcionamento do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) desde a sua transferência para a estrutura do Banco Central entraram na mira do grupo de monitoramento das políticas anticorrupção no Brasil, criado no fim do ano passado no âmbito da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Funcionários do conselho vêm relatando reservadamente perda de efetividade do trabalho desde a mudança, por ter deixado de contar com estrutura administrativa própria e depender da estrutura do Banco Central para conseguir atuar. A investigação sobre a atuação de agentes em casos como o do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, também é tratada como forma de intimidação aos trabalhos.

O funcionamento do Coaf está na mira, ainda, do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), outro grupo da OCDE que atua desde os anos 1990 na prevenção de crimes de lavagem de dinheiro.

Nas duas instâncias da OCDE, a preocupação não é apenas com a questão da corrupção no país, mas o risco de aumento do fluxo internacional de capital de grupos terroristas, em meio a um sistema anti-lavagem de dinheiro fragilizado.