Processo contra mulher que acusou falsamente um homem negro no Central Park é arquivado

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(Arquivo) O Central Park, em Nova York

O Ministério Público de Manhattan rejeitou na terça-feira (16) o caso contra Amy Cooper, uma mulher branca que em maio denunciou falsamente que um homem negro a atacou no Central Park, após ela ter participado de várias sessões de educação sobre desigualdade racial.

Cooper, de 41 anos, foi acusada em julho por um incidente de terceiro grau, mas como foi seu primeiro crime, a promotoria permitiu que ela participasse de sessões educativas sobre desigualdades raciais em vez de ir a julgamento.

A mulher fez cinco sessões e seu terapeuta "relatou que foi uma experiência comovente e que Cooper aprendeu muito nas sessões que realizaram juntos", afirmou a promotora Joan Illuzzi ao juiz, de acordo com cópia de seu depoimento enviada à AFP.

O MP pediu para encerrar o caso, e o juiz aceitou o pedido.

O incidente ocorreu em 25 de maio, o mesmo dia em que George Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco em Minneapolis, e gerou uma onda de indignação.

Amy Cooper estava passeando com seu cachorro sem coleira naquele dia por The Ramble, uma popular área arborizada do Central Park entre os observadores de aves na qual os cães devem ser mantidos na coleira, quando Christian Cooper (sem parentesco com a acusada), um observador de aves, pediu-lhe para colocar uma coleira no animal.

A mulher recusou e chamou a polícia para denunciar que tinha sido ameaçada por um homem negro.

Cooper acabou sendo demitida de seu emprego na empresa de investimentos Franklin Templeton e designada como uma "Karen" nas redes sociais, um termo popular para descrever mulheres brancas de classe média alta com pretensões de superioridade, classe e/ou arrogância.

Ela foi acusada de colocar a vida de Christian Cooper em perigo ao tentar manipular o sistema a seu favor, sabendo que a polícia às vezes faz uso de brutalidade contra os negros e os culpa mesmo que sejam inocentes.

lbc/gma/bn