Procon Carioca notifica farmácias do Rio por reajuste de medicamentos de uso contínuo acima do percentual autorizado

O Procon Carioca fez uma fiscalização em redes de farmácias do município do Rio e verificou que sete drogarias estavam vendendo remédios de uso contínuo — com preços controlados — com aumentos acima do percentual máximo de reajuste autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que foi de 10,89% neste ano.

A fiscalização comprovou altas de alguns medicamentos acima do índice autorizado em Drogasil, Raia, Venâncio, Pacheco, Nossa Drogaria, Tamoio e São Paulo.

Os medicamentos avaliados foram: dipirona(anti-inflamatório e analgésico); paracetamol (anti-inflamatório e analgésico para dores leves); nimesulida (anti-inflamatório e antitérmico); torsilax (anti-inflamatório e relaxante muscular usado em casos de artrite reumatóide, gota e outras doenças); glifage (antidiabético); rivaroxabana (usado para o tratamento e prevenção da trombose venosa profunda, emboliar pulmonar e outras doenças); clonazepam (ansiolítico); sinvastatina (para o tratamento de colesterol); metilfenidato (para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e rosuvastatina (controle do colesterol).

Entre os produtos avaliados, o paracetamol se destacou pelo aumento de preço de até 66,32%, bem acima do limite de 10,89% autorizado pela CMED. O custo da dipirona teve uma correção de até 34,56%, e o multifenidato apresentou alta de até 33,11%. Com isso, o Procon Carioca abriu um processo de averiguação e pediu esclarecimentos aos estabelecimentos.

— A pesquisa foi realizada para acompanhar os preços com base no reajuste autorizado. A partir da constatação do aumento superior ao autorizado, notificamos as farmácias para prestar esclarecimentos — afirmou Leonardo Gomes, gerente de fiscalização do Procon Carioca.

Veja a tabela abaixo com as farmácias que mais aumentaram os preços dos medicamentos. O período verificado foi de abril até junho.



As empresas

A Pacheco informou que não foi notificada pelo Procon. Além disso, ressaltou que "a precificação dos medicamentos em suas lojas ocorre de acordo com a regulamentação legal e que mantém uma relação muito próxima com toda a indústria para disponibilizar preços atrativos aos clientes", informou.

A RD-RaiaDrogasil ressaltou que sua política de preços está em total conformidade com as determinações da CMED, órgão responsável por estabelecer o Preço Máximo ao Consumidor (PMC). "As variações de preço não refletem uma inconformidade com a regulamentação do CMED e desconsideram a aplicação de diversas modalidades de descontos ao consumidor, como os oferecidos por programas de laboratórios, convênios de saúde e ofertas da própria rede, comuns para que o cliente possa manter seu tratamento", declarou.

A Venâncio preferiu não se pronunciar. Procurada, a Drogaria São Paulo não retornou. O EXTRA não conseguiu contato com a Nossa Drogaria e a Tamoio.

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