Procon pede que mercados não vendam ossos: “Desumano”

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Mulher vendo o preço da carne em supermercado
Entidade sugere que ossos sejam doados, em vez de vendidos

(Getty Images)

  • Um estabelecimento foi criticado por vender a R$ 4 o quilo do osso

  • Frente a isso, o Procon-SC e a Acats pediram que mercados evitem a prática

  • Devido à crise atual, o diretor da entidade classificou a situação como desumana

Após um estabelecimento ganhar repercussão negativa por cobrar R$ 4 por quilo de osso vendido, o Procon de Santa Catarina e a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) pediram que os estabelecimentos evitem esse tipo de prática. No cartaz do mercado, estava escrito “osso é vendido e não dado”.

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“No momento de crise que estamos vivendo, é até desumano que esses estabelecimentos estejam cobrando por ossos”, disse Tiago Silva, diretor do Procon-SC.

De acordo com a nota divulgada, é recomendado que as empresas doem os ossos em vez de cobrar por eles, “a fim de que tal prática não venha a ser interpretada como afronta à legislação consumerista”.

Alta no preço da carne

Em 12 meses, a carne vermelha acumula alta de 30,7%, o que fez com que o consumo do alimento caísse 14% em 2021. Este é o menor nível de consumo de carne bovina no Brasil em 26 anos.

Por conta dos preços elevados, famílias de baixa renda têm procurado substitutos para o alimento, optando por pé, pescoço e miolos de galinha. No Rio de Janeiro, um caminhão com restos de carne e ossos virou ponto de distribuição para moradores que têm fome.

Para os próximos meses, os economistas preveem que o preço da carne deve permanecer elevado, bem como o das aves e ovos.

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