Procon-RJ flagra farmácia vendendo acendedor de lareira como álcool gel

Farmácia vendia acendedor como se fosse álcool gel

Um comerciante de Nova Iguaçu foi detido após vender álcool acendedor de lareira como se fosse álcool gel. O flagrante foi encontrado em uma operação do Procon Estadual do Rio de Janeiro, entre os dias 17 e 19 de março, para verificar denúncias sobre o aumento desproporcional do valor do álcool gel e de máscaras cirúrgicas em decorrência do coronavírus.

Foram averiguados 14 estabelecimentos do Centro, Zonas Norte e Oeste da capital, Baixada Fluminense, São Gonçalo, Niterói e da Região Serrana do Estado.

Na Farmácia Palmares, em Nova Iguaçu, foi constatada a fraude na manipulação indevida de gel acendedor 80º, que foi colocado em embalagem com rótulo que não condizia com o produto envazado. No fundo do estabelecimento, os agentes do Procon-RJ encontraram 72 embalagens que já estavam prontas para serem colocadas à venda como álcool 70 etílico hidratado e três baldes de 5,5kg cada de gel acendedor.

Vale ressaltar que na embalagem do gel acendedor há a informação que deve ser evitado o contato do produto com os olhos e pele. Ao verificar a fraude, os fiscais entraram em contato com a Delegacia do Consumidor – Polícia Civil, que prontamente atendeu o chamado.

O aumento de preço mais expressivo encontrado foi o de máscara cirúrgica, com variação de 500% em três estabelecimentos da mesma rede, Casa do Médico, localizados na Zona Oeste e Baixada Fluminense.

Os fiscais também constataram aumento de preço em doze das lojas verificadas e a variação foi de 2,21% à 119,33% no álcool gel em relação ao preço praticado entre janeiro e março. O maior aumento para o produto foi encontrado na Farmácia Bella Show em Itaipava, Petrópolis. Em outros dois estabelecimentos não foi possível comprovar o aumento de preço e em muitos dos lugares visitados, os estoques estavam zerados.

Os estabelecimentos onde os agentes identificaram possível aumento abusivo de preços terão que apresentar uma justificativa econômica para o aumento. Se não for justificável, poderão ser multados de R$ 684 a R$ 10 milhões, dependendo do faturamento da empresa.

“Os fiscais estão averiguando as denúncias recebidas e não vamos admitir que os estabelecimentos se aproveitem de uma situação tão grave como essa para praticar preço abusivo. Se o aumento desproporcional não foi justificável, eles serão multados”, afirmou o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho.

O consumidor que identificar situações irregulares e um aumento desproporcional dos preços pode denunciar ao Procon e, se possível, fazer o registro fotográfico do objeto da denúncia. Embora o atendimento presencial na autarquia esteja suspenso, é possível denunciar pelo aplicativo Procon RJ ou pelo site www.procononline.rj.gov.br.

Envie denúncias, informações, vídeos e imagens para o WhatsApp do Extra (21 99644 1263)