Procon-SP estuda suspender a plataforma Facily. Já são 151 mil reclamações este ano

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RIO - O Procon-SP estuda tirar do ar a plataforma de compras coletivas Facily diante do significativo aumento de reclamações: são 151 mil queixas contabilizadas até outubro contra 14, em todo o ano passado.

A plataforma, que promete descontos significativos nas compras de itens de alimentação higiene e limpeza, etre outros, é recordista absoluta de reclamações no Procon-SP, com um salto de 283.000% nos registros feitos em janeiro, 21, para outubro, quando somaram 59.539.

Os relatos mais frequentes dos consumidores ao órgão de defesa do consimidor paulista são de atraso e não entrega de mercadoria.

Segundo Fernando Capez, diretor executivo doProcon-SP, o número é alarnebte e justifica além de multa, a medida mais extrema prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC) que é a suspensão das atividades da empresa.

— Esses aplicativos digitais se comportam como se aqui não houvesse lei. Desrespeitam os direitos do consumidor, além de representar uma concorrência injusta e desleal com aqueles que estão fisicamente estabelecidos, pagam impostos e geram empregos. Estas plataformas tem data e hora para um encontro marcado com o Procon-SP para acabar com essas ilegalidades — afirma Capez.

O diretor executivo do Procon-SP recomenda que os consumidores fiquem alertas:

— A orientação é que o consumidor fique atenção às ofertas que parecem muito vantajosas, preços absurdos, espetaculares. Valores muito abaixo do mercado podem ser indícios de problemas.

Ela acrescenta que quem tiver tido problema com a empresa deve registrar queixa no Procon da sua região.

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