Procon-SP notifica supermercado por venda de carne em bandejas vazias

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O Procon-SP notificou o supermercado Extra pedindo explicações sobre a prática de vender a carne em bandejas vazias e só entregar o conteúdo quando o pagamento é efetivado. Segundo a entidade de defesa do consumidor, a prática foi denunciada por clientes e a conduta estaria sendo adotada em algumas lojas da rede. O Procon-SP pede que o Extra esclareça quando o procedimento denunciado teve início, qual a justificativa para sua implementação, para quais tipos de produtos foi usado e se houve mudança após as denúncias. Em nota, a rede de supermercados Extra diz que houve uma falha de processos e que a prática não faz parte de sua política de atendimento aos clientes. (Veja o comunicado abaixo).

A prática foi denunciada por uma cliente do Extra do Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo, que publicou fotos em redes sociais exibindo as bandejas vazias de carne que o mercado entrega aos clientes até que o valor do produto seja pago no caixa. A denúncia foi feita pela ativista Fabiana Ivo na última quinta-feira (dia 14). No relato, publicado nas redes sociais, Fabiana Ivo relatou ainda que questionou a prática e que uma funcionária da loja disse que era para "evitar roubo". Segundo clientes, a prática não é adotada em unidades da mesma rede localizadas em bairros nobres da capital, como a da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, por exemplo.

Segundoa denúncia da consumidora, a situação ocorreu durante uma compra de carne bovina no açougue da loja. Após escolher o produto e vê-lo ser pesado, a ativista recebeu uma bandeja vazia com o código de barras. Ela foi informada de que a carne poderia ser retirada somente após o pagamento no caixa.

Distinção entre as lojas

O Procon-SP diz ainda que o procedimento de venda de carne aos consumidores deverá ser detalhado desde o pedido até o pagamento do produto, e deu prazo de sete para as explicações.

O diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez, diz que os procedimentos de segurança "devem ser implementados de maneira generalizada e sem fazer distinção entre um local e outro, as medidas de proteção devem ser impessoais e objetivas, com a mesma regra para todos".

“Não há dúvida que a conduta do Extra é discriminatória. O problema da segurança deve ser enfrentado por meio de câmeras de vigilância e reforço na segurança de pessoal, por exemplo. Mas não se pode admitir impor uma regra a determinados consumidores em detrimento de outros. O uso de redes e alarmes nos produtos não caracteriza prática abusiva, mas a discriminação, o uso de critérios distintos conforme o bairro ou região, sim””, explica.

O que o supermercado

A rede de supermercados Extra esclarece por meio de nota que "este procedimento não faz parte da política de atendimento de suas lojas e trata-se de uma falha interna processual".

A empresa diz ainda que "desde que teve conhecimento dos relatos, a rede tem tomado providências para que a prática seja imediatamente descontinuada, reforçando com todo o time das lojas, inclusive, as orientações com respeito às normas e procedimentos operacionais autorizados pela empresa, para que tais fatos não voltem a ocorrer".

O Extra reforça, ainda, que possui um canal específico para denúncias (Ouvidoria) de ações irregulares ou em desacordo com as leis, regulamentos, normas e procedimentos internos, e que pode ser acessado pelos canais: https://www.gpabr.com/pt/ouvidoria/ ou e-mail: ouvidoria@gpabr.com, garantidos o anonimato do denunciante e a confidencialidade de apuração no processo.

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