Procon-SP quer que Google explique como protege celulares em caso de roubo

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.08.2019 -  Vista das mãos de uma mulher segurando um celular. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.08.2019 - Vista das mãos de uma mulher segurando um celular. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Procon-SP notificou o Google nesta quarta-feira (25) para que a empresa preste esclarecimento sobre as medidas de segurança do sistema Android em caso de roubo e furto de celulares.

A entidade quer saber se a empresa oferece bloqueio de sistema operacional para os aparelhos que tiveram o Imei (espécie de identidade do celular) vinculado a algum crime, e se possui tecnologia para impedir o funcionamento do sistema.

Segundo o diretor-executivo do Procon, Guilherme Farid, foi realizada uma reunião com representantes do Google. A empresa, porém, não compareceu ao segundo encontro. "Deste modo, encaminhamos a notificação para obter mais explicações", afirma ele.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, a ação de quadrilhas que roubam celulares e conseguem invadir contas bancárias digitais deixou usuários em alerta e com receio de usar seus dispositivos nas ruas de São Paulo.

Farid diz que esses episódios levaram as pessoas a recorrerem ao Procon.

O órgão de defesa do consumidor também quer que a empresa esclareça se, quando o Android é instalado no aparelho, o sistema operacional identifica e registra o Imei —e se gera vinculação em algum banco de dados do Google.

Procurado, o Google afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto.

A empresa tem até o dia 27 de maio para responder aos questionamentos do Procon.

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