Procurador-geral dos EUA acusa a Rússia por ataque cibernético

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Procurador-geral dos Estados Unidos, Bill Barr

O procurador-geral dos EUA, Bill Barr, disse na segunda-feira (21) que a Rússia está por trás do ataque cibernético maciço que atingiu o governo de seu país, contradizendo a sugestão do presidente Donald Trump de que a China pode estar envolvida.

Dois dias depois de Trump minimizar o que os especialistas em Inteligência chamaram de violação mais devastadora da cibersegurança dos EUA em anos, Barr disse que concordou com o secretário de Estado Mike Pompeo em culpar Moscou pelo ataque.

"Pelas informações que tenho, concordo com a avaliação do secretário Pompeo. Certamente parecem ser os russos", disse ele, se recusando a acrescentar mais detalhes.

O ataque começou em março, quando os hackers aproveitaram uma atualização do software de vigilância desenvolvido pela empresa SolarWinds, com sede no Texas, que é usado por dezenas de milhares de empresas e governos em todo o mundo.

Na semana passada, a Agência de Infraestrutura e Segurança Cibernética dos EUA (CISA) disse que agências governamentais, entidades importantes de infraestrutura e organizações do setor privado foram alvos do ataque cibernético.

Embora a CISA não tenha identificado o perpetrador, consultores de segurança, legisladores de alto nível dos EUA informados por oficiais de Inteligência e Pompeo apontaram para a Rússia.

Barr, que tem sido um aliado político crucial de Trump, deixará o cargo esta semana, um mês antes de o presidente republicano deixar a Casa Branca em 20 de janeiro, após sua derrota na eleição do mês passado para presidente eleito, o democrata Joe Biden.

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