Procurador junto ao TCU quer suspender pagamentos da Odebrecht a escritório que contratou Sergio Moro

Aguirre Talento
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BRASÍLIA — O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, solicitou ao ministro Bruno Dantas que avalie a possibilidade de determinar a suspensão de pagamentos da Odebrecht ao escritório de advocacia Alvarez & Marsal, que contratou o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Furtado argumentou que pode haver conflito de interesses, já que Moro, como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, homologou o acordo de leniência da Odebrecht e "pode ter contribuído para a situação de insolvência da empresa". A Alvarez & Marsal é administradora da recuperação judicial da empresa.

"Avaliar a conveniência e oportunidade de se estabelecer, cautelarmente, a suspensão de qualquer pagamento à empresa Alvarez & Marsal, no âmbito da recuperação judicial da empresa Odebrecht S.A., até que o tribunal avalie o mérito da questão", escreveu Furtado em seu ofício.

Furtado também recomendou ao ministro Bruno Dantas que solicite ao Supremo Tribunal Federal o acesso ao arquivo da Operação Spoofing, com as trocas de mensagens entre os investigadores da Operação Lava-Jato e com o então juiz Sergio Moro.

Moro foi contratado pela Alvarez & Marsal no fim do ano passado. Na ocasião, argumentou publicamente que não atuaria em processos relacionados a casos da Operação Lava-Jato.

"Consultoria global de gestão de empresas, a Alvarez & Marsal (A&M) anuncia a chegada de Sérgio Fernando Moro como sócio-diretor, com sede em São Paulo, para atuar na área de Disputas e Investigações. A contratação de Moro está alinhada com o compromisso estratégico da A&M em desenvolver soluções para as complexas questões de disputas e investigações, oferecendo aos clientes da consultoria e seus próprios consultores a expertise de um ex-funcionário do governo brasileiro", diz comunicado da companhia na ocasião.