Procurador que agrediu chefe se recusa a ficar em cela, pede 'castigo' e é isolado

O procurador preso por agredir a chefe se recusou a ficar em uma cela e pediu para ir ao "castigo". Ele acabou sendo isolado na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, segundo informações do G1.

Trata-se de Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, filmado enquanto agredia Gabriela Samadello Monteiro de Barros, 39, na Prefeitura de Registro, também em São Paulo, em 20 de junho. O caso ganhou repercussão nacional quando as imagens foram divulgadas na mídia.

Agora preso, Macedo não acatou a ordem para retornar à cela e, por isso, foi punido com o isolamento temporário no Pavilhão II do presídio.

Atualizações ao vivo

Por conta do ocorrido, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) instaurou uma sindicância administrativa para apurar eventuais irregularidades no serviço público.

A recusa

De acordo com o documento enviado ao juiz da 1ª Vara de Registro, o diretor técnico disse ter recebido uma ligação do zelador da penitenciária informando que Macedo estava na zeladoria com os pertences e falando que não queria ficar no pavilhão, que queria ir para o "castigo".

Na ocasião, o diretor técnico teria conversado com o detento, que não quis entrar na cela alegando que não havia se adaptado. No entanto, o responsável falou que o procurador não iria para o castigo, mas voltaria ao pavilhão II.

O diretor técnico afirma no documento que, por volta das 6h30 da última quinta-feira (10), já havia conversado com o procurador, que teria aceitado se comportar e permanecer no pavilhão [onde não queria ficar]. Além disso, o procurador chegou a ser encaminhado para atendimento psicológico na unidade.

Ainda de acordo com o documento, o diretor afirmou que, por volta das 10h daquele mesmo dia, Macedo voltou a tirar os pertences da cela dizendo que não permaneceria no local.

Segundo o documento, o procurador recebeu uma ordem para retornar à cela, mas esta não teria sido acatada e, por isso, após passar por exame físico, foi isolado preventivamente no pavilhão II.

A agressão

A agressão a Gabriela Samadello ocorreu em junho deste ano na sala da Procuradoria Geral do município, na Prefeitura de Registro. O procurador já havia apresentado comportamento suspeito e sido grosseiro com outra funcionária do setor, conforme relatado por Gabriela à Polícia Civil. Com isso, a procuradora pediu que a Secretaria Administrativa fizesse uma investigação sobre os comportamentos do servidor. A abertura do procedimento administrativo foi comunicada através do Diário Oficial do município no dia 20, quando o procurador desferiu socos na colega.

A violência foi registrada por outra funcionária e o vídeo, que circulou nas redes sociais, mostrava o homem dando chutes e socos contra a colega de trabalho, que ficou com o rosto ensanguentado.