Procuradora investiga pressões pós-eleitorais de Trump na Geórgia

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Uma procuradora da Geórgia investiga pressões pós-eleitorais de Donald Trump neste estado do sul dos Estados Unidos

Uma procuradora da Geórgia denunciou nesta quarta-feira (10) o início de uma investigação sobre os esforços do agora ex-presidente Donald Trump para reverter os resultados das eleições presidenciais neste estado do sul dos Estados Unidos.

"Esta investigação incluirá possíveis violações das leis eleitorais da Geórgia, que proíbem pedir a funcionários locais e estaduais que cometam fraude ou falso testemunho, embora não vá se limitar a isso", destacou Fani Willis, promotora do condado de Fulton, em carta divulgada na imprensa local.

A missiva, que não menciona expressamente o ex-presidente, dirige-se ao secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffensperger, que foi alvo de várias pressões de parte de Trump.

Willis, uma afro-descendente do Partido Democrata, eleita recentemente para o cargo, pediu para "conservar todos os documentos relativos às eleições", fundamentalmente aqueles que "atestem tentativas de influenciar" os funcionários eleitorais, segundo a carta.

Trump, que denunciou sem apresentar provas uma fraude nas eleições de novembro, pediu a Raffensperger em um telefonema em 2 de janeiro, divulgada no dia seguinte, que "encontrasse" os votos necessários para alcançar Joe Biden no estado.

"Só quero encontrar 11.780 votos", disse-lhe o então presidente, segundo uma gravação do telefonema com uma hora de duração. Em seguida, Trump disse a Raffensperger que se não atendia ao seu pedido, corria o risco de enfrentar denúncias criminais.

A abertura desta investigação representa uma nova ameaça ao ex-presidente, que é alvo de um julgamento político no Senado por "incitamento à insurreição" na invasão ao Capitólio por parte de seus apoiadores em 6 de janeiro.

Trump também é alvo de investigações em Nova York, que começaram com valores pagos a ex-amantes para supostamente comprar o seu silêncio durante a campanha de 2016, mas que agora se vinculam mais amplamente com uma possível fraude bancária ou fiscal.

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