Procuradoria-Geral Eleitoral pede que TSE adote providências para desobstruir estradas bloqueadas

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adote providências para desobstruir as estradas boqueadas por caminhoneiros apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), derrotado pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva na eleição encerrada neste domingo. Até agora, há 136 rodovias com obstruções, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em ofício dirigido à Corte, o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, pede que o tribunal "adote providências para a restauração da normalidade", e oriente a Polícia Rodoviária Federal (PRF) "para que, com toda a cautela, até para evitar o agravamento da situação, garanta o livre trânsito de veículos, bens e pessoas nas rodovias ocupadas".

Na manhã desta segunda, a PRF identificou ao menos 70 pontos de bloqueios de estradas feitos por caminhoneiros em protestos ao resultado da eleição de domingo. Essas interdições afetaram 11 estados e o Distrito Federal. A PRF informou que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para solicitar à Justiça a livre circulação nos trechos.

"Tem chegado ao conhecimento da Procuradoria-Geral Eleitoral notícias sobre manifestações relacionadas com os resultados das eleições divulgados na noite de ontem, mediante obstrução com veículos, de rodovias, em dezenas de pontos de interrupção, acarretando o impedimento ao livre trânsito de veículos e prejuízos aos cidadãos", diz Gonet.

Ainda segundo o vice-procurador-geral Eleitoral, "desafios dessa espécie atingem o processo eleitoral, no que tange à sua legitimidade e eficácia como forma de expressão da vontade popular".

De acordo com a PRF, há pontos de bloqueio ou aglomeração nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Goiás, São Paulo e Distrito Federal.